Nada pode mudar isto!

09out12

Na hora da nossa dor, angústia, depressão e medos, nós precisamos saber que nós somos amados por Deus, independente de tudo que possa acontecer, e isto é um fato e uma realidade que nada e ninguém no Universo pode mudar.

Mas, não só isto, nós precisamos saber que com Deus nós já estamos reconciliados, que diante dele nós já estamos completamente justificados e que por Ele nós já fomos totalmente perdoados.

Isto é algo que já foi feito de uma vez por todas e para todo sempre por Jesus na cruz. Está feito, está pago e está consumado.

A Bíblia diz que a graça de Deus nos foi concedida antes dos tempos eternos (2 Timóteo 1:9,10), o que quer dizer que nos chamar e salvar foi uma iniciativa e escolha de Deus. E é isto que nos traz segurança.

Jesus disse: “eu dou-lhes a vida eterna; jamais perecerão e ninguém as poderá arrancar das minhas mãos. Meu Pai que as deu a mim é maior do que todos e das mãos de meu Pai ninguém as poderá arrebatar” (João 10:28,29).

Esta é a verdade que nada pode mudar.

Nenhuma circunstância, nenhuma doença, nenhum trauma, nenhuma perda, nenhuma depressão, nenhuma ansiedade, nenhum medo, nenhuma falta, nenhuma adversidade, nenhuma necessidade, nenhuma escassez, nenhuma dor, nenhuma agonia, nenhuma angústia, nenhuma deficiência física ou mental, nenhum transtorno emocional, nenhum desamparo, nenhuma perseguição, nenhuma incompreensão, nenhuma solidão, nenhuma queda, nenhum tropeço, nem vida e nem morte, nem presente ou futuro, nem anjos ou demônios, nem altura nem profundidade podem nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor (Romanos 8:33-39).

Sei o quanto é difícil enxergar isto em meio à dor e ao sofrimento emocional. Mas o que eu sinto não muda quem Deus é ou o que Ele realiza em minha vida.

Lembre-se quando você se sentir incapaz e sem valor, que o poder de Deus se aperfeiçoa na nossa fraqueza.

Eu sei que as pessoas parecem resolvidas, maravilhosas e “poderosas”. Mas não é verdade. Todos somos apenas humanos.

Basta vir uma doença crônica, acontecer uma tragédia, surgir uma adversidade muito grande, descompensar algo na química do organismo ou até mesmo haver uma decepção muito forte e todos vão ver como são frágeis e completamente dependentes e carentes da graça de Deus.

O que acontece conosco é que nós simplesmente nos iludimos achando que somos fortes, estáveis emocionalmente, pessoas seguras de si, psicologicamente resolvidos, espiritualmente maduros e inabaláveis em nossas convicções e certezas. Mas, basta bater um vento mais forte e todos nós começamos a afundar, como aconteceu com Pedro, no mar da Galiléia, e temos que clamar: “Senhor, salva-me!”.

A verdade é que todos nós somos fracos. Nenhum de nós é resolvido. Nenhum de nós é estável emocionalmente o tempo todo. Isto é uma ilusão e uma fantasia.

É por isto que, muitas vezes, os nossos “cultos” não tem sido momentos de um profundo encontro da verdade do nosso ser com Deus, em que podemos, sem culpas ou condenações, enxergar a nós mesmos como somos e a Deus como Ele é; mas, sim, momentos onde as pessoas alimentam mais e mais esta fantasia e ilusão de que são “perfeitas”, “fortes”, “resolvidas” e “cheias de fé”, para si mesmas e umas para as outras.

Do lado de fora as pessoas estão levantando as mãos, rindo, aplaudindo, glorificando, declarando “palavras de ordem” e liberando a “palavra de vitória”; mas, lá dentro; no mais íntimo do ser de cada um, debaixo de todas as camadas que cobrem a verdade mais profunda do nosso ser, está alguém chorando e gemendo que precisa completamente do favor e da graça de Deus.

A questão é que nós temos medo de sermos nós mesmos e expormos o nosso verdadeiro eu para Deus, como se Ele mesmo já não soubesse a verdade do nosso coração. Temos medo, porque nos sentimos culpados. Achamos que deveríamos estar melhores do que estamos. Somos nossos maiores carrascos. Nós não cremos ainda na verdade de que toda a nossa culpa e condenação já foram cravadas no madeiro da cruz de Jesus.

Na verdade, nós temos tanto medo de enxergarmos a verdade do nosso íntimo, que vivemos fugindo de fazer esta viagem para o coração. E muito mais medo, ainda, nós temos de que os outros saibam a verdade do nosso ser, porque nós achamos que eles são melhores do que nós e que o que vamos receber são comentários, juízos e condenações. Mas, a verdade é que a maioria deles está do mesmo modo ou até mesmo muito mais quebrada e manca do que nós.

É aí que esquecemos o que o salmista disse sobre que Deus ama a verdade no íntimo e que no coração Ele nos faz conhecer a sabedoria (Salmo 51:6). Ou, então, que na Sua luz veremos a luz (Salmo 36:9).

Eu lembro quando Jesus fala do publicano, odiado pelo povo, mas que chega no templo para orar e tudo que ele consegue dizer é: “Ó Deus, seja propício a mim, um pecador”.

Jesus diz que ele desce para casa justificado. E isto porque aquela era a verdade do ser dele. Então, já que ele reconheceu que não tinha justiça nenhuma a apresentar diante de Deus, o próprio Deus lhe deu a Sua justiça e o justificou.

O culto daquele homem foi o da verdade radical do seu ser. Não o culto da representação que impressiona os homens, mas da contrição que toca a Deus. Não o culto da confissão de justiças próprias ou da declaração retumbante de vitórias, mas o da confissão da verdade do íntimo e do pedido humilde de perdão. E o resultado disto, segundo Jesus, foi justificação, perdão e paz com Deus.

E é assim que acontece.

Porque a verdade é que todos nós somos mancos de ambos os pés.

Sem exceções.

Todos somos vasos de barros com pés de argila. Todos nós choramos. Todos nós sentimos medo. Todos nós sofremos. Todos nós somos tentados. Todos nós temos fraquezas. Todos nós pecamos. Todos nós temos dúvidas. Todos nós fazemos perguntas. Todos nós temos momentos de muita angústia. Todos nós ficamos ansiosos. Todos nós já entramos em desespero. Todos nós dependemos inteiramente de Deus para continuar crendo nele e caminhando com Ele.

Somos gente. Somos seres humanos. Nós precisamos de um Salvador. E esta é uma das razões porque é uma tão grande salvação.

É Deus quem nos carrega no colo. São dele as pegadas na areia nos momentos mais difíceis. É Ele quem nos sustenta o tempo todo.

A fé é dom de Deus. A paz vem dele. O amor é Ele quem derrama em nossos corações. A alegria é Ele quem nos dá. A força é Ele quem nos renova. A coragem é Ele quem nos concede. A justiça é algo que Ele atribui a nós, independente de nossas obras. A salvação é presente. O perdão é Ele quem nos dá, porque foi Ele o ofendido. A santificação é Ele quem realiza em nós. Cada acerto em nossa vida foi um presente dele. E em cada erro que cometemos, foi Ele quem não nos deixou afundar. É Ele quem a todos dá a vida, a respiração e todas as outras coisas. Tudo vem dele.

Tudo é graça. Absolutamente, tudo é graça! Favor que nenhum de nós jamais mereceu, merece ou merecerá.

O que você está sentindo agora é só o que você está sentindo agora. Mas vai passar.

Você pode estar sentindo como se fosse enlouquecer de tanta angústia e agonia em sua alma, mas Deus não abandonou você. Você pode estar achando que a sua vida é só sofrimento e náusea, mas vai passar. Você pode estar sentindo-se afundado em sua tristeza e dor, mas você não está sozinho. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.

Jesus disse que quando Ele morresse, seus discípulos iriam chorar e o mundo iria se alegrar. Mas Ele continuou dizendo: “mas outra vez os verei e o vosso coração se alegrará e a vossa alegria ninguém a poderá tirar”.

A dor vai passar. A tristeza vai passar. O medo vai passar. O luto vai passar. A noite vai passar. Você não precisa se obrigar a sentir nada agora e nem depois. Apenas vai passar.

Continue caminhando. Jesus ressuscitou e porque Ele vive nós viveremos também. Ele é a ressurreição e a vida.

Não aceite os pensamentos que vêm à sua mente, como se você não pudesse ajudar os outros, só porque você mesma está precisando ser ajudada. Todos nós estamos precisando ser ajudados. Todos nós estamos doentes em alguma área de nossa vida. Todos nós precisamos de consolo, oração, encorajamento, amizade, compreensão, amparo, perdão, graça, sabedoria e forças.

Não existem pessoas perfeitas, blindadas ou intocáveis. Todos nós sofremos.

Paulo disse que nada tinha, mas possuía tudo; estava entristecido, mas sempre alegre; era pobre, mas estava enriquecendo a muitos (2 Coríntios 6:10).

Ele escreveu que da extrema pobreza em que viviam os irmãos da Macedônia, transbordou uma riqueza de generosidade para socorrer os irmãos que estavam passando fome na Judéia (2 Coríntios 8:2).

Pense nisto: “a profunda ou extrema pobreza transbordou em riqueza de generosidade”.

Eu estou doente, mas estou ajudando os doentes. Estou fraco, mas estou fortalecendo os fracos. Estou passando necessidade, mas continuo ajudando quem está em necessidade.

Não por obrigação, medo ou culpa, mas porque Deus produz isto dentro de mim. E foi isto que Paulo chamou de graça.

Charles Spurgeon, um pregador muito conhecido na Inglaterra do século 18, estava muito, muito deprimido. Mas ainda assim ele foi pregar. Só que o único texto sobre o qual ele conseguia falar, naquele dia, era aquele em que Noemi diz: “o Todo Poderoso tem amargurado a minha alma” (Rute 1:20,21).

Ele pregou e foi para casa, pensando que havia pregado só para si mesmo e que ninguém ali tinha recebido nada daquela pregação.

Tempos se passaram e um homem apareceu e procurou Spurgeon. O homem disse a ele: “O senhor se lembra de ter pregado sobre o texto que diz: “o Todo Poderoso tem amargurado a minha alma”? E Spurgeon respondeu que sim. O homem, então, lhe disse: “Naquele dia, eu entrei naquela reunião, e eu estava tão angustiado e desesperado que pensava em tirar a minha vida. Mas quando ouvi aquela pregação, senti minha alma sendo consolada e entreguei minha vida a Cristo”.

Da próxima vez que você estender a sua mão para fazer o bem a alguém, orar por alguém, cantar, ou, seja lá o que você for fazer, mesmo em meio à sua própria dor, lembre-se de que é Deus quem nos consola em toda a nossa angústia, para que possamos consolar aos outros com a mesma consolação com que nós somos consolados (2 Corintios 1:3,4).

Eu sei que é muito difícil. Eu sei. Mas é como nós sobrevivemos. É como nós permitimos que Deus aperfeiçõe o Seu poder na nossa fraqueza.

Nós não precisamos ser maravilhosos ou perfeitos. Jesus é maravilhoso e perfeito. Nós não temos que estar “super bem” e nem ter tudo resolvido. Deus está nos segurando pelas mãos e nos conduzindo através deste momento difícil.

Afinal, nós não somos a mensagem. A mensagem é Jesus. E é Ele quem realiza em nós todas as coisas, segundo o Seu próprio poder e graça.

Nós não precisamos provar nada para ninguém e nem para nós mesmos. Nós não precisamos conquistar nada e nem oferecer nada em troca do favor e da benção de Deus. Porque Deus não está nos cobrando nada. Nós é que estamos nos cobrando e exigindo tanto.

Não somos nós quem nos salvamos, foi Ele quem nos salvou. Não somos nós quem nos tiramos do poço, é Ele quem nos estende a mão e nos puxa para fora. Não é o nosso esforço, é a Sua graça. Não é o nosso desempenho, é a Sua misericórdia. Não é quem eu sou, é quem Ele é.

Deus já provou o Seu amor por nós no fato de que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores (Romanos 5:8).

Cristo deu a Sua vida por nós na cruz. Ele se ofereceu a Deus como nosso substituto recebendo todo o juízo e castigo pelos nossos pecados (Romanos 3:23-26).

Nós deveríamos morrer, mas Ele morreu a nossa morte. O juízo era justo e era para nós. Nós o merecíamos, mas Jesus o recebeu em nosso lugar. Ou, como está escrito: “o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele”. O sangue dele foi derramado por nós.

Ele tomou o nosso lugar. E o que Ele fez, está feito, consumado, foi perfeito e é suficiente.

Por isto, creia em Jesus. Dependa de Jesus. Descanse em Jesus. Siga a Jesus!

Ele nos ama e nada pode mudar isto!

Paulo Cardoso

 

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