O Evangelho é simples demais!

20out12

Se há algo que nós precisamos compreender é que o Evangelho, tal qual Jesus o anunciou, é extremamente simples, é bom e faz bem. É tão simples que uma criança pode recebê-lo; tão simples que até os “loucos não errarão o caminho”, conforme sobre ele profetizou Isaías.

Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens os seus pecados, e nos confiou a palavra da reconciliação. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus.

Esta é a mensagem do Evangelho, estas são as boas notícias: em Jesus, Deus se reconciliou com o mundo. E, agora, todo aquele e qualquer um que mudar seu entendimento e escolher colocar toda a sua confiança e dependência em Jesus e no que Ele consumou na cruz pode viver em comunhão com Deus.

A paz já está feita. A dívida já foi paga. Podemos ter livre acesso à Sua presença, por causa do que Jesus realizou. O convite está feito. É para todo aquele que tem sede. É de graça. É pela graça. É através da fé.

O que eu preciso é crer e confiar. E nada pode nos separar deste amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Problemas? Todos nós temos. Dificuldades? Todos nós enfrentamos. Lágrimas? Todos nós derramamos. Decepções? Todos nós experimentamos. Mas isto nada tem haver com o fato de Deus nos amar ou não, de termos ou não comunhão com Deus ou de estarmos ou não reconciliados com Ele. Nós estamos reconciliados, perdoados, justificados, em paz com Deus, aceitos e amados em Jesus. O problema é só um problema, a dificuldade é só uma dificuldade, as lágrimas só são lágrimas, as decepções só são decepções. Coisas da vida.

Não há sacrifícios a serem feitos e nem trocas a serem realizadas. Jesus já se ofereceu como sacrifício eterno por nós. Ele já fez tudo que precisava ser feito. Jesus “pode salvar totalmente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”.

Se eu creio em Jesus, eu tenho a vida eterna. Se eu coloco toda a minha fé em Jesus, eu sou selado com o Espírito Santo da promessa.

Deus já se reconciliou comigo. O que era contra mim já foi encravado na cruz. Os principados e potestades já foram despojados e expostos ao desprezo na cruz. Está tudo feito. E quem fez foi Jesus.

O que eu faço é crer e ser grato por toda a eternidade. O que eu faço é nEle viver, me mover e existir. É viver Deus na vida e a vida em Deus com simplicidade e confiança. Apenas isto. Porque o que Jesus fez já está feito. E, de acordo com o Apocalipse, Ele é o Cordeiro que foi imolado antes da fundação do mundo. Ou seja, antes mesmo que qualquer coisa acontecesse, Deus já havia providenciado a nossa redenção. O que eu preciso fazer é crer, confiar e descansar nisto.

O Evangelho de Jesus é a festa para quem reconhece que precisa dela. É para quem vem com as mãos vazias, sem justiças próprias, sem méritos e sem intermediários humanos. Porque Deus já se reconciliou com você em Jesus.

O Evangelho nos torna, verdadeiramente, livres na nossa consciência, para sermos quem Deus nos criou para ser. Tudo é simples, tudo é leve, tudo é livre, tudo é verdadeiro, tudo é singelo.

É apenas seguir a Jesus na vida. É apenas andar com Deus na simplicidade de quem confia e depende de Seu favor, graça, amor, compaixão e misericórdia todos os dias.

O Evangelho nos faz chamar Deus de Pai, apazigua o coração atormentado, nos leva a respeitar e valorizar o nosso próximo, porque nos faz enxergá-lo como alguém à imagem e semelhança de Deus, derrama em nossos corações o amor de Deus, traz o perdão dos nossos pecados, nos torna compassivos, misericordiosos, humanos, humildes e nos ensina o caminho da paz.

Por que complicar o que é tão simples?

É claro que a porta é estreita, porque exige que abramos mão de nossas justiças próprias, orgulhos, vaidade pessoal, desempenhos, egoísmos, consumismos e vanglórias. Mas, a porta está aberta e o nome dela é Jesus.

Nenhum ser humano recebeu a autorização para controlar quem entra por ela. É para quem quiser. É entre a própria pessoa e Jesus. Sem intermediários ou controles. Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem. Jesus, o Deus que se fez homem é o Caminho, a Verdade e a Vida e ninguém vem ao Pai senão por Ele.

As pessoas se perderam em suas próprias vaidades, imagens, orgulhos, ganâncias, ilusões, justiças e consumismo e se afastaram de Deus. Muitos perderam a solidariedade, o altruísmo e a compaixão pelo seu próximo. Muitos passaram a ver gente como coisa, como objeto, como gente sem rosto, sem nome e sem sentimento. Muitos passaram a consumir e a fazer comércio com as almas humanas e passaram a viver sem qualquer consciência, senso de limites, consideração ou amor ao semelhante. Tornaram-se prisioneiros de sua própria insensatez, carências, conflitos, desamor e de ver a vida com os olhos do mal. Mas Deus nos amou, em meio a toda a nossa perdição e loucura, e se fez homem, em Jesus Cristo.

Ele viveu entre nós, nasceu como nós nascemos, pisou nosso chão, sentiu as necessidades que sentimos, sentiu nossos incômodos, suou nosso suor, chorou nossas lágrimas, sentiu nossas fraquezas, se apavorou com nossos pavores, sangrou nosso sangue; e, na cruz, tomou sobre Si mesmo todos os nossos pecados, egoísmos, mazelas, desvirtuamentos, injustiças, iniqüidades, perturbações, opressões, adoecimentos, dores e feridas. Ele chupou para Si mesmo todo o veneno que nos fazia morrer por dentro. E pagou a nossa dívida para com a justiça de Deus. Daí que Deus pode ser Justo e Justificador daquele que tem fé em Jesus.

Do alto da cruz, Jesus bradou: Está consumado!

Agora, é crer nEle, é descansar que o que Ele fez está feito. Eu não posso acrescentar nada e nem preciso fazê-lo. O que eu preciso é, simplesmente, caminhar com Ele cada dia. E eu vou ser transformado, dia a dia, pela renovação do meu entendimento, para que, pouco a pouco, eu possa experimentar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus; que não é um lugar, uma posição ou qualquer conquista material, mas é ser como Jesus.

No Evangelho tudo se resume em Jesus: olhar para Jesus, crer em Jesus, viver em Jesus, confiar em Jesus. E o que Deus vai operando em mim é que Ele vai me transformando, dia a dia, na imagem de Jesus. É um processo que dura a vida inteira.

Será que eu estou escrevendo para alguém que está cansado de tanto ficar confuso com tantas vozes e ensinos diferentes; de tanto tentar conquistar e merecer o perdão de Deus; de tanto buscar saber como conhecê-lo, agradá-lo ou se libertar das opressões que fazem mal à sua vida? A resposta que você procura se chama Jesus. Simplesmente Jesus.

Não uma reunião, não uma oração de alguém especial, não uma oferta que você faça, não uma promessa que você fez, não um objeto qualquer; mas, Jesus, apenas Jesus. Ele é o Salvador. Ele é o Senhor. Ele é o Caminho. E Ele ama você. Ele deu Sua vida por você. Ele ressuscitou dentre os mortos e está vivo pelos séculos dos séculos.

Todos são livres para crer no que quiserem. A Constituição do nosso país garante a todos o direito de crença, opinião e expressão. Nós respeitamos as pessoas que pensam de forma diferente. Mas, por favor, se eu estou falando do Evangelho de Jesus Cristo, o mínimo que eu preciso fazer é ser honesto com ele e dizer, apenas, o que ele diz.

O que você e eu precisamos é crer nEle, confiar nEle, depender dEle, esperar nEle, andar com Ele, amá-lo e segui-lo. Eu guardo os Seus mandamentos, porque eu o amo. É o Seu amor que me constrange.

De fato, eu o amo porque Ele me amou primeiro. E tudo que eu faço, a partir daí; desde orar, ler a Bíblia, me reunir com outras pessoas que também amam a Jesus, anunciar Sua Palavra, contribuir para que a mensagem do Evangelho chegue a outras pessoas, socorrer os necessitados ou qualquer outra coisa que eu faça, é fruto do amor, da bondade e do favor extraordinário que eu recebi, desta graça maravilhosa que me alcançou.

É neste Evangelho que você crê? É neste Jesus que você colocou a sua confiança?

É simples demais.

Paulo Cardoso

 

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