Ninguém merece, mas todos precisam

01mar13

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Eu fui aceito em Jesus. Eu sou amado em Jesus. Eu fui perdoado em Jesus.

Deus me reconciliou consigo mesmo, através do que Jesus fez e terminou, de uma vez por todas e para todo sempre, na cruz do Calvário.

Este foi o motivo do brado de Jesus: “Está consumado”. Estas são as boas notícias. Este é o Evangelho.

Não são as minhas obras, justiças ou realizações; é um dom de Deus, um presente que eu nunca serei capaz de merecer.

É graça.

Evangelho significa uma notícia de grande alegria. Mas, você já compreendeu, de fato, a sua mensagem? Ou você está crendo numa “colcha de retalhos” onde se mistura de tudo um pouco? Um pouco de sacrifícios, um pouco de promessas, um pouco de justiça própria, um pouco de nossas culpas, um pouco de nossas vaidades humanas, um pouco de nossas interpretações pessoais e nada da graça de Jesus.

Graça é o favor imerecido de Deus.

Mas como eu posso crer neste favor se eu estou sempre lutando para merecer, conquistar, provar e compensar as coisas?

O favor de Deus é algo que nos surpreende, nos deixa perplexos, nos constrange, nos despe de todas as nossas justiças próprias e nos deixa sem qualquer possibilidade de nos gloriarmos em nós mesmos.

Graça é Deus vindo ao nosso encontro na Pessoa de Jesus Cristo. É Deus com rosto de homem. É Deus vestindo nossa carne e nosso sangue.

Graça é Deus, sendo rico se fazendo pobre, para, por Sua pobreza nos enriquecer; não de coisas materiais que os ladrões roubam e a ferrugem corrói, mas da verdadeira riqueza, que é conhecê-lo e nele existir, habitar e viver.

Graça é Jesus na cruz dizendo: “Pai, perdoa-lhes, porque eles não sabem o que fazem”.

É Jesus, em meio à Sua dor, olhando para o malfeitor ao seu lado dizendo: “Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no Teu reino”, e respondendo sem hesitar por um único segundo: “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso”.

Graça é Jesus olhando nos olhos de Pedro, que o havia negado por três vezes, em sua fraqueza, e lhe perguntando: “Pedro, tu me amas? Apascenta as minhas ovelhas”.

É Jesus encontrando com aqueles que o abandonaram e fugiram em Sua hora mais difícil e lhes dizendo: “Recebam o Espírito Santo”.

Nós dizemos que a salvação é pela fé, mas nós vivemos acreditando que é o nosso esforço, piedade e realizações que nos recomendam diante de Deus. Dizemos que todos devem vir como estão; mas, ao menor sinal de fraqueza de alguém, somos os primeiros a condená-lo.

Se alguém está doente, com problemas familiares, deprimido ou passando por uma crise financeira, começamos a achar que esta pessoa deve ter cometido algo errado para estar assim.

Que graça é esta? A de Jesus, com certeza, não é, nunca foi e jamais será.

Eu preciso compreender é que o prazer de Deus não é condenar, mas perdoar. Ele não nos trata segundo os nossos pecados, mas segundo a Sua misericórdia. Não é à toa que Jesus contou todas as histórias que contou e utilizou para Si mesmo todas as figuras que utilizou.

Ele é o Pão da vida, a água da vida, a Porta por onde eu entro e encontro pastagens, o Caminho, a Verdade, a Vida, a Videira verdadeira, o Bom Pastor, a luz que vindo ao mundo ilumina a todos os homens. Ele é aquele que veio buscar e salvar o que se havia perdido e que não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate de muitos.

Compreender e crer na graça de Jesus muda completamente o modo como eu percebo Deus, a mim mesmo e o mundo.

Crer na graça de Deus nos ensina a sermos misericordiosos, generosos, compassivos, solidários, humildes, bondosos, a irmos além do exigido e a não vivermos de justiças, presunções, orgulhos, cobranças, acertos de contas, trocas, barganhas ou merecimentos humanos.

Eu não sou juiz de ninguém; sou, apenas, um “mendigo contando a outros mendigos onde encontrou pão”.

É só a partir daí que eu começo a compreender, verdadeiramente, a vida de Jesus. E é só aí que eu começo a ler o Evangelho de outro modo.

João escreveu que “a graça veio por intermédio de Jesus Cristo” e que nós “vimos a Sua glória, como a do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”.

Ninguém merece, mas todos precisam.

Paulo Cardoso

Ouça o nosso programa pela rádio 93 FM, todos os domingos às 22:30 horas. Ouça online.

Leia outros textos em nossa página Encontro com a Vida.

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