Na hora da dor, angústia e aflição, há verdades que jamais mudam, que eu preciso conhecer e ter bem firmadas dentro de mim. Na verdade, conhecê-las e crer nelas é o único modo de sobreviver em momentos difíceis.

Esta mensagem fala sobre algumas destas verdades que Deus nos apresenta em Sua Palavra, a Bíblia. Ouça, busque-as na Bíblia, pense, ore sobre elas e compartilhe com mais alguém. Que Deus, em Sua graça extraordinária, use esta mensagem simples para falar ao seu coração.

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O Cristo crucificado chamou para Si todas as nossas iniqüidades, pecados, mazelas, egoísmos e injustiças. Ele chamou para Si todas as nossas doenças, dores e traumas físicos e emocionais. Ele chamou para Si todos os gritos entalados em nossa garganta, todas as perguntas para as quais nós nunca tivemos respostas, todas as agressões que nós sofremos e que parecem nunca terem sido punidas, todas as lágrimas que nós nunca pudemos chorar diante das pessoas. É assim que a Bíblia me fala da cruz!

O Deus da cruz não é um Ser insensível, que fica sentado, passivo, no Seu trono de glória, assistindo a desgraça e o sofrimento humanos; Ele é o Deus que sofre e chora conosco e por nós!  Ouça esta mensagem e se quiser compartilhe com mais alguém.

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Paulo, o apóstolo, escreveu que ainda que ele tivesse conhecido a Cristo segundo a carne, agora ele não mais o conhecia deste modo. Em outras palavras, agora, ele conhecia a Cristo em seu coração, em seu espírito, em sua consciência e no mais íntimo do seu ser.

Pense que nenhum de nós conheceu a Cristo segundo a carne, simplesmente, porque nós não o vimos andando entre os homens quando Ele aqui esteve. Nós não o ouvimos pregando, ensinando e falando como nunca alguém tinha falado. Nós não o vimos enquanto curava os enfermos, fazia milagres e libertava multidões de pessoas. Mas, ainda assim, a Bíblia nos ensina que há um modo como nós podemos conhecê-lo hoje que é maior do que aquele que as pessoas do Seu tempo tiveram.

Pense sobre isto.

Jesus disse que ele seria crucificado, ressuscitaria dentre os mortos e voltaria para junto de Seu Pai, mas que enviaria o Espírito Santo que estaria para sempre conosco. Mais que isto, Jesus disse que o Espírito Santo o glorificaria em nossas vidas.

O Espírito Santo, que é Deus, seria o nosso Ajudador, Consolador, Aquele que estaria ao nosso lado, nos guiaria em toda verdade, nos ensinaria todas as coisas, habitaria em nós, nos anunciaria as coisas que ainda estariam por vir e testemunharia de Cristo em nós.

Em outras palavras, é o Espírito Santo quem nos revela e nos faz conhecer a Cristo no mais íntimo do nosso ser, porque Ele veio para glorificá-lo e testemunhar dele.

Sendo assim, você conhece a Cristo?

Eu sei que multidões e multidões conhecem o cristianismo, os cristãos, as igrejas, as doutrinas, as pregações, os hinos, as músicas e muitas outras coisas; mas, a questão é: você e eu conhecemos a Cristo?

Cristo habita pela fé em nossos corações? Cristo vive em nós? Cristo em nós é a nossa esperança da glória? Nós estamos em Cristo? Suas palavras estão em nós? Nós estamos conhecendo o amor de Cristo que vai muito além de todo o entendimento?

Pense que breve Cristo vai voltar e nós o veremos como Ele é. Estaremos face a face com Ele. Mas, hoje, nós podemos conhecê-lo na intimidade do nosso ser pela fé.

O que eu preciso compreender é que não basta só conhecer a história de Jesus, é preciso que Ele viva em nós. Não basta só conhecer pessoas que falam em Seu nome, é preciso que Ele mesmo habite em nossos corações pela fé. Não basta estar na igreja, é preciso estar em Cristo. Não basta levantar as mãos, aplaudir, cantar, fazer orações e conhecer os textos da Bíblia, é preciso que Cristo em nós seja a nossa esperança. Os olhos do nosso coração precisam estar nele. Ele precisa ser o Autor e o Consumador da nossa fé. E é aí que está toda a diferença.

Você conhece a Jesus?

Não basta que seus pais o conheçam; que seus parentes o conheçam; que seus amigos o conheçam; é você quem precisa conhecê-lo e esta é uma questão de vida eterna ou morte eterna.

Como nós podemos conhecê-lo?

Pela fé.

E fé é quando eu abro mão do meu orgulho, independência, argumentos e justiça própria e coloco toda a minha confiança nele e apenas nele para me levar a Deus. É quando eu olho com o coração para Ele e vejo que, na cruz, Ele carregou todos os meus pecados e recebeu todo o juízo que era destinado para mim. É quando eu tiro os olhos de mim mesmo e os coloco nele e apenas nele para me justificar diante de Deus.

Eu canso de fugir e lutar contra Ele e me rendo. Eu paro de resistir a Ele e me entrego. Eu desisto de fazer o meu próprio caminho e de querer bancar a minha própria vida e me confio a ele. Eu abro mão de querer ser o “capitão do meu destino” e peço a graça e a misericórdia dele sobre a minha vida.

Eu coloco toda a minha dependência e esperança nele e em nada e ninguém mais. Ele é o meu único Salvador, Deus, Senhor, Caminho, Verdade e Vida.

É aí que o Espírito Santo vem e faz morada dentro de nós. Ele vem e passa a nos revelar quem é Jesus. Ele vem e passa a nos ensinar e guiar na verdade que é Jesus. Ele vem e abre o nosso entendimento para compreendermos as palavras de Jesus. Ele vem e testemunha de Jesus dentro de nós. Ele vem e dá testemunho dentro de nós que somos filhos de Deus. Ele vem e passa a glorificar a Jesus em nossa vida. Ele vem e se faz o nosso Ajudador e Consolador, como Jesus disse que Ele seria.

Agora, isto não é algo que acontece em um só dia. Ninguém pode dizer que já conhece a Jesus plenamente. Absolutamente ninguém.

É claro que há um início, há um primeiro momento, mas conhecê-lo é algo que precisa crescer dentro de nós, um dia após o outro. Pense que Jesus é tão incrível, glorioso, maravilhoso, extraordinário e infinito que conhecê-lo vai levar toda a eternidade. É aí que Pedro, o apóstolo, nos chama a “crescermos na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo”.

Minha oração é que você e eu possamos conhecer a Jesus no mais íntimo do nosso ser, e, conhecendo-o, fazê-lo conhecido a outras pessoas. Minha oração é que não só conheçamos sobre Jesus, mas que conheçamos a Jesus.

Pense nisto.

Paulo Cardoso

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Há alguns anos atrás preguei uma mensagem que chamei de “Graça Maravilhosa”.

Na verdade, o tema que usei é o nome de um hino muito conhecido, escrito no século 18, por um pastor chamado John Newton, um ex-mercador de escravos convertido ao Evangelho de Jesus. O hino que se chama “Amazing Grace” se tornou em inspiração na luta pelo fim do comércio de escravos no Reino Unido.

O hino diz: “Graça maravilhosa, quão doce o som, que salvou um miserável como eu. Eu estava perdido, mas fui achado, era cego, mas agora, vejo. Foi a graça que me ensinou a temer e foi a graça que levou embora os meus medos. Quão preciosa pareceu-me a graça, na hora em que, pela primeira vez, eu cri. Através de muitos perigos, tempestades e ameaças, eu já atravessei. Esta graça me trouxe seguro todo este tempo e esta graça me conduzirá para o lar”.

Com toda a sinceridade, para mim, esta é uma das realidades mais negligenciadas e esquecidas nas pregações e canções dos nossos dias. Comentei, até mesmo, na mensagem mencionada, que quando examinamos os hinários antigos, encontramos muitos hinos que falam da cruz de Jesus e da graça extraordinária de Deus e como isto parece estar em falta em nossos dias.

Porque por mais que diversas pessoas que falam de Deus usem a palavra “graça”; na grande maioria das vezes, elas não estão falando da mesma Graça que o Evangelho de Jesus nos revela. Pelo menos, não como o Evangelho a apresenta. Porque, como Paulo escreveu aos romanos, “se é pela graça já não é pelas obras, do contrário a graça não é graça”.

É aí que enquanto não descansamos das nossas próprias obras como Deus descansou das suas, quando terminou a Sua Criação, ainda não compreendemos a graça de Deus revelada em Jesus. Descansar das nossas obras fala de confiar apenas em Cristo e no que Ele consumou por nós na cruz e não em nossas justiças, merecimentos, conquistas ou realizações. É crer que como Jesus bradou do alto da cruz: “está consumado”! E isso não apenas no momento da nossa conversão a Cristo, mas por toda a nossa caminhada de vida.

Nós não só somos salvos pela graça, de graça, única, exclusiva e totalmente pelo que Jesus realizou e consumou na cruz em nosso lugar; como nós, também, somos aperfeiçoados, santificados, transformados e permanecemos na fé, única e tão somente, pela mesma graça maravilhosa de Deus!

Na verdade, tudo que somos e recebemos de Deus é por Sua graça dada a nós.

É aí que cessa todo o orgulho humano. É aí que terminam as vaidades humanas. É aí que não existem mais ostentações. É aí que param os juízos humanos. É aí que acabam as performances e os desempenhos de espiritualidade para os outros verem ou para provarmos “para Deus” ou para nós mesmos que somos santificados o bastante. É aí que acabam as competições de quem é o mais abençoado, o mais usado, a mais consagrada ou o mais fervoroso.

Nós não queremos mais chamar a atenção para nós mesmos ou fazer trocas com  Deus, mas estamos apenas seguindo a Jesus, porque tudo é fruto de Sua bondade, amor, misericórdia e graça em nossas vidas. Somos todos vasos de barro com pés de argila, ou como dizia George Whitefield: “mendigos dizendo a outros mendigos onde encontramos pão”.

Crer na graça de Jesus nos despoja de todas as nossas pretensões e nos deixa despidos de toda e qualquer imagem de espiritualidade. Somos quem somos e Deus nos ama. Ele é quem vai nos transformar e aperfeiçoar, ensinar e corrigir, fortalecer e amadurecer através de Sua graça e amor.

Crer na graça de Jesus pacifica o nosso ser. O discurso da religião sem amor e do culto da culpa não nos amedronta ou atormenta mais. Fomos conquistados pelo amor de Deus. Cristo deu Sua vida por nós. Ele se entregou na Cruz para que nós possamos viver.

Crer na graça de Jesus nos faz agir por pura gratidão, consciência, devoção e amor.

É totalmente diferente, porque nós somos constrangidos pelo amor de Jesus. É uma consciência que surge em nós e que gera generosidade, misericórdia, ações de graças, humanidade, solidariedade e compaixão.

E ao contrário do que alguns pensam, dizendo que “a graça não é grátis, mas custa caro”; na verdade, a graça não custa nada para quem a recebe, mas custou tudo para quem a oferece a nós: Jesus, nosso amado Salvador.

Crer nisto muda nossa visão. Muda até mesmo o modo como lemos as Escrituras. Mais do que isto, muda o modo como vemos as pessoas; os nossos valores na vida; a nossa busca; o que nos fascina; o que nos entusiasma e o que nos assombra.

Não é do dia para a noite, mas algo que vai crescendo dentro de nós. Como escreveu Paulo, nós somos transformados pela renovação do nosso entendimento.

Minha oração é que você e eu possamos experimentar a graça de Jesus em nossas vidas e sermos tão tomados pela consciência deste favor imerecido e amor incondicional que as coisas comecem a mudar dentro de nós: no nosso entendimento, modo de ver as coisas, a vida, as pessoas e o Evangelho.

Deus nos ajude.

Paulo Cardoso

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Especial “The Cross – My Hope America” com Billy Graham para ser assistido online. O vídeo foi disponibilizado pela Associação Billy Graham no seu canal do Youtube, mas o programa de televisão será exibido hoje pelo canal FoxNews e várias outras emissoras. Hoje Billy Graham completa 95 anos de idade e continua anunciando, com muita simplicidade, a genuína mensagem de esperança e salvação em Jesus e no que Ele consumou na cruz. Se você entende inglês (o vídeo não está legendado), assista e compartilhe.


caminhos

Basta ao discípulo ser como o seu Mestre e ao servo como o seu senhor. Estas foram palavras de Jesus àqueles que o seguiam.

Eu penso que o cristianismo, ao longo dos tempos, se tornou em algo tão complexo, diversificado e dividido que acabamos esquecendo a essência e a razão de tudo que é apenas seguir e ser como Jesus.

Isto me faz lembrar de quando Ele disse aos seus discípulos: “um só é o vosso Senhor e Mestre e todos vós sois irmãos”. Simples, não é?

Ou seja, Jesus não veio fundar uma nova religião, dar início a um movimento, propor uma filosofia, edificar um império ou criar uma grande organização. Jesus veio dar a Sua vida em resgate de muitos. Ele veio buscar e salvar quem estava perdido. Ele veio para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Ele veio revelar o Pai Celestial e nos reconciliar com Ele. Ele era o Bom Pastor procurando sua ovelha perdida.

Apenas isto e tudo isto.

Os ensinos de Jesus eram simples, Seu estilo de vida, mais ainda. Leia os Evangelhos e veja isto.

Ele pregava pelas praias, sentado nos campos e na casa das pessoas, andando por caminhos e estradas poeirentas da vida. Seus exemplos sempre eram figuras que todos em seu tempo conheciam: as aves do céu, os lírios do campo, o pastor de ovelhas, o semeador do campo, a mulher fazendo pão em casa, o filho que foi embora de casa e depois retornou, o pai que deu uma festa pelas bodas do filho, etc.

Jesus se cercava de pessoas comuns: adultos, idosos, jovens, crianças, ricos e pobres, cultos e incultos, religiosos e não religiosos. E quando eu presto atenção ao chamado que Ele fazia, o tempo todo sua mensagem era: “Siga-me”.

Pense que Jesus não fundou um clube, uma associação política ou uma agremiação cultural, mas chamou pessoas de todos os tipos a segui-lo.

Agora, seguir Jesus era seguir uma Pessoa. Segui-lo era caminhar com Ele por onde quer que Ele fosse. E era isso que os discípulos faziam.

Enquanto o seguiam, eles aprendiam dele e passavam a enxergar o que nunca tinham enxergado antes, a pensar como nunca tinham pensado antes, a desejar o que nunca tinham desejado antes, a dar valor ao que nunca tinha valorizado antes, a crer como nunca tinham crido antes e a agir como nunca tinham agido antes.

Seguir Jesus, segundo os Evangelhos, significava caminhar com Ele, aprender dele, depender dele, viver nele e com Ele. Não era ter uma religião ou uma crença, mas, sim, um relacionamento com uma pessoa.

Daí que o alvo de quem segue Jesus é andar com Ele. E andar com Ele, pouco a pouco, começa a ensinar quem o segue a ver a vida do modo como Ele a via; a lidar com as circunstâncias como Ele lidava com elas; tratar as pessoas como Ele as tratava; dar valor ao que Ele dava valor e amar como Ele amava. E tudo isto dependendo, completamente, dele, porque sem Ele nada podemos fazer.

Jesus disse: Venham a mim, todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu os aliviarei. Aprendam de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrarão descanso para as suas almas. O meu jugo é suave e o meu fardo é leve.

Jesus não reuniu, ao redor de Si, uma estrutura, uma ideia, um movimento ou uma organização, mas uma comunhão de pessoas que, simplesmente, o seguiam na caminhada.

Leia de novo os Evangelhos e preste atenção se não é isto que acontece o tempo todo.

O que se vê é gente simples que está aprendendo, um dia de cada vez, a amar a Deus e a procurar o bem de outras pessoas; gente comum aprendendo com Jesus a ajudar o próximo a levar os seus fardos. São pessoas aprendendo com Ele a amar o Pai Celestial e ao próximo. Gente aprendendo a orar e pedir a Deus, não só por si mesmas, mas umas pelas outras. Em outras palavras, gente aprendendo com Jesus a viver uma vida que glorifica o Pai que está nos céus.

O que Ele cria ao redor de si é uma comunhão onde não se julga o outro pelo que ele ainda não é, mas se caminha junto com ele, dependendo da graça de Deus, para que todos sejam, individualmente, transformados na imagem dEle mesmo.  O que existe é uma comunhão onde o que precisa imperar é a misericórdia, a compaixão, a tolerância, o respeito, a solidariedade, a liberdade, a bondade e a graça.

Todos nós passamos por lutas, enfrentamos tentações, atravessamos momentos difíceis, choramos, erramos, caímos, pecamos, temos fraquezas, limitações, dificuldades e ficamos cansados. Todos somos apenas humanos, mas o único objetivo de quem, realmente, entendeu e creu no Evangelho é seguir a Jesus.

O alvo é Jesus. A razão de tudo é Jesus. Foi Ele quem se entregou por nós na cruz e ressuscitou dos mortos ao terceiro dia. Foi Ele quem pagou a nossa dívida para com Deus e nos deu o perdão. Foi Ele quem derramou o Seu sangue e nos comprou de volta para o nosso Deus e Pai. Foi Ele quem nos amou como ninguém jamais nos amou. Foi Ele quem desceu dos mais altos céus para dar sua vida, simplesmente por nos amar. Ele é quem está conosco todos os dias até a consumação dos séculos. Ele é quem virá nos buscar para que onde Ele estiver, nós estejamos também. Ė Ele e apenas Ele.

E isto é algo tão simples, espontâneo, natural, livre e singelo, que muitos ainda não compreenderam seu real significado.

Eu apenas estou seguindo Jesus junto com pessoas que Deus colocou em meu caminho, para caminharem comigo como amigos, irmãos, companheiros de jornada, gente que procura me ajudar e a quem eu procuro ajudar a levar as cargas da vida.

Somente Jesus é o Autor e o Consumador da nossa fé. Somente Ele é o Apóstolo e Sumo-Sacerdote da nossa confissão. Somente Ele é o Bom Pastor que deu a vida pelas suas ovelhas. Somente Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida.

Em nenhum outro há salvação, porquanto debaixo do céu, nenhum outro nome foi dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos. Há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo, homem.

Deus nos devolva a simplicidade. O alvo é ser como Jesus. Apenas como Jesus.

Pense sobre isto.

Paulo Cardoso


A vida inteira a pessoa estava oferecendo sacrifícios. A vida inteira repetindo aquilo. A vida inteira debaixo de culpa e o sacrifício nunca tinha fim. Talvez alguém pensasse: “Quando haverá um sacrifício que seja perfeito o bastante para que nenhum outro seja preciso?”. Até que um dia alguém veio e ofereceu um sacrifício perfeito. Alguém veio, mas não trouxe um cordeiro, porque Ele mesmo era o Cordeiro de Deus e aquele foi o último sacrifício!

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Foi Jesus quem perguntou certa vez: “de que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua alma?”.

Eu sou de um tempo em que ser seguidor de Cristo não era nem um pouco popular. Por exemplo, eu estudei em uma escola que em meio a cerca de trezentos estudantes eu era o único que declarava abertamente seguir a Jesus.

Lembro que no meu primeiro dia de aula, em uma sala com quase cem alunos, o professor perguntou: “Tem algum crente aqui?” e eu fui o único que me apresentei. Lembro como todos olhavam para mim como se eu fosse um ser “de outro planeta”.

Mas, lembro também quando um de meus colegas foi pela primeira vez a um culto da igreja que eu frequentava, naquela época, e me disse que nunca havia visto nada igual em sua vida. E isto sem nenhuma banda famosa, grupos de dança, orações fortes, apelos emocionantes, declarações e atos “proféticos” ou pregadores performáticos.

A única realidade com a qual ele se encontrou foi a presença de Jesus através da pregação simples e genuína de Sua Palavra. E, naquele tempo, isto bastava.

Não é interessante que Jesus nunca buscou glória, fama, influência ou poder deste mundo? Não chama a nossa atenção como Ele nunca fez marketing ou propaganda de Si mesmo?

Não é impressionante como Jesus realmente não se importava em ser seguido por multidões, mas que o que interessava para Ele eram as pessoas? Será que não nos leva a pensar o fato que Jesus nunca traçou estratégias para o crescimento do Seu movimento, até porque uma leitura simples e honesta dos Evangelhos mostra claramente que Ele não estava criando nenhum?

Pense que Jesus nunca se apresentou como um movimento, Ele se apresentou como o Caminho, a Verdade e a Vida.

Jesus não estava criando um “colégio apostólico” ou uma organização, mas estava chamando gente de todo tipo e de toda parte a segui-Lo no chão da existência humana.

Quando Jesus falou sobre a vinda do reino de Deus, Ele foi absolutamente claro ao dizer que o “reino de Deus não vem com visível aparência e ninguém irá dizer: ‘Ei-lo aqui ou ali’, porque o reino de Deus está dentro de vós”. Quando o governador Pilatos perguntou a Jesus se Ele era rei, sua resposta foi clara e direta: “agora, o meu reino não é daqui”.

O problema é que na ânsia por crescimento numérico; na busca por poder espiritual sem um embasamento verdadeiro na vida e no ensino de Jesus; na euforia das grandes reuniões e eventos; nas divisões sem fim em nome de uma nova visão, mover e revelação “da parte de Deus”; no pensamento de que precisávamos ser mais “profissionais” naquilo que estávamos fazendo e por causa de um sentimento de que precisávamos ser aceitos e incluídos no meio da sociedade como um movimento relevante, nós podemos ter perdido o mais importante de tudo: a mensagem, o conteúdo e a essência.

Você já conheceu alguém que tem uma belíssima aparência, mas quase nenhum conteúdo interior? Gente que atrai pela sua beleza, talento, desenvoltura, bom humor, carisma, arte, apresentação, profissionalismo, cultura, capacidade de envolver as pessoas e emocioná-las, mas que, de fato, não tem um real conteúdo no que se refere às questões mais importantes da vida?

Agora pense que para quem se propõe a seguir a Jesus, mensagem, conteúdo e essência são simplesmente inegociáveis. E isto porque a mensagem, a essência e o conteúdo de tudo é Jesus. Tudo no Evangelho é sobre Ele.

Tudo existe por causa dele, por meio dele e para Ele. Dele é a supremacia, a primazia e nele habita toda a plenitude. Tudo fala dele, aponta para Ele e se cumpre completamente nele. Ele é a Cabeça, a razão, o propósito e o centro de todas as coisas. Jesus e somente Jesus.

Agora, é claro que nós estamos falando de Jesus e usando o Seu nome, mas, foi Ele mesmo quem disse que “nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus”. E é aí que eu preciso parar e refletir.

Jesus disse que nos últimos dias muitos viriam em Seu nome e enganariam a muitos. Ele disse que haveria muitos falsos Cristos e muitos falsos profetas. Ele disse que no último dia pessoas diriam que em Seu nome haviam expulsado demônios, profetizado e realizado milagres, mas que Ele mesmo nunca as havia conhecido, porque eram pessoas que praticavam a iniquidade.

Agora, será que pregar um “outro” evangelho que não o único que Jesus viveu e ensinou não seria iniquidade? Será que isto não é ser injusto com aqueles que precisam conhecer a Cristo?

Hoje eu vejo pessoas dizendo-se cristãs espalhadas por toda parte. Mas onde está o conteúdo do Evangelho da graça de Deus? Onde está a mensagem simples de Jesus? Onde está a essência? No que nós estamos crendo e o que é estamos realmente anunciando para as pessoas?

Será que olhando aquilo que nós estamos fazendo, em nome da fé, e ouvindo nossas canções e pregações, as pessoas podem realmente chegar a conhecer a genuína mensagem de Jesus?

Jesus nos chamou a segui-Lo, a andar após Ele, a sermos Seus discípulos, a tomarmos sobre nós o Seu jugo, o Seu ensino e aprendermos dele que é manso e humilde de coração, encontrando assim descanso para as nossas almas.

A questão, hoje, é que o foco não está sendo mais em Jesus Cristo, e, sim, na igreja-instituição-denominação, nas nossas reuniões, eventos, realizações, lideranças e estruturas.

É claro que quando somos de Cristo, nós estamos ligados a Ele e aos nossos irmãos e irmãs na fé, da mesma forma que os membros estão ligados ao corpo ou como os ramos à videira. A Bíblia descreve a Igreja como homens e mulheres que procedem de toda tribo, língua, povo e nação que foram comprados para o nosso Deus pelo sangue de Cristo na cruz.

É aí que nós precisamos nos reunir e não negligenciar o congregarmos com os nossos irmãos-amigos na fé, como é costume de alguns; mas o centro absoluto de tudo, a razão de tudo e o propósito de tudo é Cristo e não nós.

Infelizmente, o convite que mais está sendo feito hoje não é mais para irmos a Jesus, como era no passado, mas para comparecermos a reuniões. O atrativo não é mais a pessoa de Jesus Cristo, mas as bênçãos que as pessoas podem receber se vierem a uma reunião, ou, então, se participarem das atividades que estão ali sendo realizadas. As pessoas estão falando muito mais da igreja-instituição-denominação e de suas realizações do que de Cristo e de Sua obra consumada na Cruz em nosso lugar. Os testemunhos são muito mais as bênçãos materiais, sentimentais, profissionais e físicas que as pessoas receberam depois que conheceram aquela igreja-instituição-denominação, do que a diferença que Cristo fez e faz em suas vidas. Na maioria das vezes, o que Cristo realizou na cruz não é nem mesmo mencionado.

Você já parou para pensar nisto?

A falta de conteúdo do Evangelho em nossas vidas está assumindo proporções tão grandes que estamos sendo levados por toda sorte de outros ensinos que estão tomando o lugar da simples e genuína mensagem de Jesus que encontramos nas páginas dos Evangelhos.

Será que nós não estamos colocando de lado a centralidade e a supremacia de Cristo sobre todas as coisas? Será que não estamos esquecendo que Ele e somente Ele é a Cabeça do Corpo e que todas as coisas estão sujeitas a Ele? Será que esquecemos que Jesus mesmo é o nosso Sumo-Pastor, Apóstolo, Sumo-Sacerdote e Bispo das nossas almas como ensina a Bíblia? Será que esquecemos que há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem? Será que esquecemos que a obra que Cristo realizou e terminou na cruz foi perfeita, suficiente e eterna?

Estamos crescendo cada vez mais em número, realizando enormes ajuntamentos, sendo até mesmo reconhecidos na mídia e nos tornando profissionais no que fazemos, mas, a qual preço?

De que adianta ganhar o mundo inteiro, mas perder a nossa alma, a nossa sensibilidade, a nossa essência, a nossa simplicidade, a verdade em nosso íntimo, o nosso “assombro” diante da grandeza e majestade de Deus, a nossa capacidade de nos solidarizarmos com a dor do próximo, a nossa consciência, a pureza da mensagem do Evangelho e a confiança na graça, no amor e na absoluta suficiência da obra de Cristo na cruz?

Deus nos ajude a termos de volta a mensagem, a essência e o conteúdo: Cristo em nós é a esperança da glória.

Se você está me lendo, sem entender muita coisa, mas, de algum modo, chegou à conclusão de que nunca parou para realmente refletir sobre o quanto Deus o ama e como Ele se revelou a nós em Jesus Cristo, desejo convidá-lo que faça isto agora.

O Evangelho é extremamente simples: Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo e isto inclui você e eu. Deus colocou os nossos pecados que nos condenavam e separavam dele, não em nossa própria conta, como nós merecíamos que Ele fizesse; mas na conta de Jesus.

É aí que o que aconteceu na cruz foi que Cristo pagou a conta em nosso lugar. Nós estávamos justamente condenados diante de Deus, mas Cristo assumiu o nosso lugar. É aí que a nossa dívida eterna para com a justiça de Deus foi paga, de uma vez por todas e para todo o sempre por Jesus. A justiça de Deus foi satisfeita e nós fomos perdoados e reconciliados com Ele. Jesus fez isto por você e por mim. Está feito.

Agora, Jesus nos chama a crer nele e no que Ele realizou por nós e então passarmos a segui-Lo cada dia no Caminho que é Ele mesmo.

Você quer fazer isto?

Que Deus, em Seu amor e graça, nos ajude.

Paulo Cardoso

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Você já parou para observar como tudo em nossos dias gira em torno do homem?

No pensamento dos nossos dias o homem é o centro de tudo, a razão de tudo e o propósito de tudo. E por isso, o que importa são os seus sonhos, projetos, vontades, prosperidade, sucesso, realização e felicidade pessoal.

Tudo funciona como se o homem fosse o centro de todo o Universo e tudo mais tivesse que girar e gravitar em torno dele e em função dele. É como todas as coisas existissem por ele, em função dele, por meio dele e para ele.

Mais vai além, porque para muitas pessoas, elas são o centro do Universo. Tudo tem que funcionar em função delas, de seus sonhos, alvos, projetos, vontades, caprichos, opiniões e total bem estar. Parece mesmo que elas pensam que todos existem para fazê-las felizes e realizadas. Todos, até mesmo Deus.

Para muitas pessoas, se Deus existe é acima de tudo para fazê-las felizes e realizar os seus sonhos e projetos.

Se você acha que é diferente no meio daqueles que falam muito de Deus, pense de novo.

Na verdade, quando eu penso nas letras das canções que mais são cantadas em nossos dias, nos temas e conteúdos de muitas pregações, nos assuntos de muitos livros cristãos da atualidade, nos chavões, frases de efeito e palavras de ordem que são usadas por tantas pessoas falando em nome de Deus, o que eu percebo claramente é que o centro é o homem.

Muitas pessoas estão falando em nome de Jesus, alinhavando dezenas de textos da Bíblia para provar o que estão falando, cantando, chorando, rindo, pulando, dançando, fazendo declarações de amor, dando testemunhos de sucesso, conquistas e realizações e fazendo muitas coisas em nome de Deus, mas o centro de tudo continua sendo o homem.

Não é à toa que as palavras mais usadas hoje são realização, conquista, poder, sonhos, alvos, metas, projetos, propósitos, autoridade, alcance, sucesso, prosperidade, vitória e honra.

Pense.

Eu poderia sugerir que voltássemos às páginas do Novo Testamento, ao tempo dos primeiros discípulos de Jesus, e pensássemos a respeito de como eram as coisas naquela época, mas se voltarmos apenas cem anos atrás e pensarmos sobre quais eram as letras dos hinos, os conteúdos das pregações, o estilo de vida, os temas dos livros e a motivação das pessoas que falavam em nome de Cristo e se diziam seus seguidores, já seria bastante.

Será que você já percebeu alguma diferença?

A Bíblia, falando em Deus, diz que “dele, por meio dele e para ele são todas as coisas”.

Em outras palavras, tudo pertence a Ele, existe por causa dele, por meio dele e para ele. Ele é o centro de tudo. Na verdade, sem Ele, nada existiria.

A Bíblia diz que em Jesus foram criadas todas as coisas que existem nos céus e na terra, visíveis e invisíveis. Absolutamente tudo foi criado por Ele e para Ele.

Jesus é antes de todas as coisas e todas as coisas só subsistem ou continuam a existir por meio dele. É daí que em tudo Ele tem a preeminência, a primazia ou o primeiro lugar e nele habita toda a plenitude. Em outras palavras, Cristo é o centro de tudo.

E se você perguntar por que é assim, a Bíblia diz que é porque foi do agrado do nosso Pai Celestial.

Agora, graça, amor, misericórdia, compaixão, bondade, justiça, perdão, humildade, modéstia, simplicidade, singeleza, liberdade, gratidão, humanidade, generosidade, cuidado com os pobres, doentes, rejeitados e excluídos são as realidades que nós mais fortemente podemos ver na vida de Jesus. Era assim que Ele era.

Enquanto os religiosos do tempo dele se achavam justos, eram arrogantes, cheios de juízos e ódio e amavam a glória dos homens, o dinheiro, o poder e o reconhecimento social, se preocupando mais em manter suas posições e autoridade no meio do povo do que qualquer outra coisa, Jesus, com muito amor, graça, compaixão, simplicidade e verdade, estava convidando a todos que estavam cansados e sobrecarregados a irem a Ele e encontrarem descanso para as suas almas.

Pense sobre isto.

Veja que Jesus é o Centro de tudo, o Senhor de tudo, o Dono de tudo, a Razão de tudo, o Propósito de tudo, o Soberano do Universo, mas é manso e humilde de coração. Ele é bom, misericordioso, compassivo, justo, generoso e rico em graça. A prova disto, acima de tudo, está na cruz, onde Cristo deu a Sua vida em nosso lugar. O Justo morreu pelos injustos para levar-nos a Deus.

Daí que nós não somos o centro do Universo. Na verdade, sem Deus nós nem mesmo existiríamos e sem a Sua graça, bondade e generosidade nenhum de nós ainda estaria aqui. É Ele quem a todos dá a vida, a respiração e todas as coisas, sendo generoso até com os ingratos e maus. Ele é o centro, a razão e o propósito de tudo.

Posso sugerir a quem quer conhecer a Cristo, ser Seu discípulo e andar com Deus, com simplicidade e verdade, que nós todos precisamos voltar aos Evangelhos e aprender o caminho?

As palavras que descrevem nossas atitudes, buscas, valores, importâncias e modo de viver precisam ser as mesmas que descreviam a Jesus e aquilo pelo que nós somos conhecidos precisa passar a ser o mesmo pelo qual Ele foi conhecido.

É claro que somos humanos, quebrados, falhos, imperfeitos, limitados e estamos todos aprendendo, mas este é o alvo.

O convite é para que nós creiamos em Jesus e sigamos a Ele. Porque dele, por meio dele e para ele são todas as coisas.

Que a graça de Cristo nos conquiste e transforme para o louvor da Sua glória.

Paulo Cardoso

 


Deus chora conosco. Ele sofre conosco. Ele senta ao nosso lado e se compadece de nós. O modo dele tratar o sofrimento, não é fingindo que ele não existe ou o escondendo dos outros; mas, sentando ao lado de quem sofre, o consolando e dando esperança.

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Tocandoemfrente

Vivemos dias em que o discurso da grande maioria das pessoas é que nada é realmente absoluto; tudo é relativo. Muitas pessoas dizem que o que interessa é a verdade de cada um e que o que importa mesmo é estar sendo sincero.

Mas será que podemos utilizar este modo de pensar em todas as áreas da nossa vida?

Por exemplo, será que em um diagnóstico médico, do qual depende a vida de um ser humano, o que importa é ser sincero? Será que neste diagnóstico que determinará todo o curso de um tratamento e do qual depende a saúde e até a vida de uma pessoa, tudo é relativo?

Será que se dois médicos dão diagnósticos e tratamentos diferentes ao mesmo paciente, os dois estão certos, simplesmente, porque não há verdade absoluta e os dois são bem intencionados e ótimos profissionais?

Será que por que eu simpatizei com os dois profissionais e os achei convincentes na exposição do diagnóstico e do tratamento, os dois estão certos?

Eu sei que o exemplo que estou usando trata de coisas bem concretas, afinal, um diagnóstico médico está lidando com o corpo humano e é feito com base em exames físicos, laboratoriais, de imagem, etc. E eu sei que a medicina é uma ciência e que todos concordam com isto.

Mas será que a verdade e as consequências de conhecê-la e agir de acordo com ela se tornam menores quando tratamos de questões espirituais?

Por exemplo, o que realmente importa quando estamos falando de Deus e do Evangelho? Será que estas são realidades relativas? Ou seja, será que quando falamos de Deus não existe uma verdade única e o que importa é simplesmente a sinceridade de cada um? Ou seja, tudo é válido desde que você seja sincero e não faça mal a ninguém?

Será que crer ou não na verdade que Deus revelou faz alguma diferença real?

Você já percebeu como cada vez mais pessoas surgem questionando aquilo que durante séculos foi crido como verdade nas Escrituras, e isto, inclusive, no meio daqueles que dizem crer nelas?

Eu sei que alguns dizem que “a revelação está crescendo”, porque nós estamos nos últimos dias; outros dizem que precisamos repensar o modo como entendemos as coisas, porque o mundo mudou; outros que o entendimento dos chamados pais da igreja, reformadores e de gerações de pregadores que deram as suas vidas anunciando o Evangelho de Jesus através dos séculos, teria sido muito limitado e que nós não podemos ser seguidores deles, e assim por diante.

Parece que o que é “novo” se torna bem mais atraente do que aquilo que é “antigo”.

Só que em meio a todos estes discursos o que eu percebo é que o que existe hoje é uma confusão generalizada sobre o significado das coisas mais básicas e elementares da fé em Cristo.

Mas será que isto realmente importa?

Daí que enquanto alguns ensinam um Deus que nem mesmo conhece o futuro, porque o futuro, para eles, devido à livre vontade humana, está aberto; outros ensinam um Deus que é, praticamente, súdito e criado dos homens; comandado pelas palavras daqueles que dizem crer nele.

Enquanto uns parecem querer defender a Deus por causa das catástrofes e sofrimentos humanos, buscando outra forma de entender as Escrituras; outros estão transformando a Bíblia em um manual de receitas e fórmulas para as pessoas seguirem em busca de serem bem sucedidas na vida e nos relacionamentos, ou, então, em um livro de onde apenas tiram o respaldo para aquilo no que eles acreditam e querem dizer e fazer.

Enquanto uns questionam tudo que foi pregado durante séculos, em nome de uma nova revelação do “verdadeiro evangelho”; outros tornam tudo tão complicado que só um grupo selecionado de especialistas consegue entender o que está sendo ensinado.

É aí que ao invés de sermos servos da Palavra e pregarmos apenas as Escrituras, deixando que elas falem por si mesmas, nós estamos falando e as usando apenas para confirmar o que nós pensamos e acreditamos.

Em outras palavras, nós não partimos mais de Cristo e das Escrituras; nós partimos dos nossos ensinos e aí vamos procurar confirmação para eles em Cristo e nas Escrituras.

É o contrário.

Daí, enquanto uns anunciam um evangelho que depende não apenas do que Cristo já consumou na cruz em nosso lugar, mas também de dezenas de outros acréscimos para que tenha real eficácia na vida daqueles que creem; outros fazem uma “colcha de retalhos”, alinhavando textos e mais textos do Antigo e do Novo Testamento para construir diversos ensinos que devem ser seguidos pelas pessoas.

Outros, ainda, nem mesmo buscam respaldo e fundamento na vida de Cristo ou em textos bíblicos, mas baseiam-se em visões e revelações pessoais suas ou de outros.

Parece que as pessoas acreditam que a verdade não importa, porque se houver sinceridade, tudo é bom. Afinal, na mente de milhões, mesmo que não confessem isto, não existem absolutos, porque para eles tudo é relativo.

Paulo escreveu que existe um único Evangelho, mas que em seu tempo havia alguns que anunciavam “outro evangelho”, que, na verdade, não era o evangelho.

Parece que isto importava para ele. Será que deveria importar para nós?

Agora, se existe um só Evangelho, então, é claro que existe uma verdade acerca dele. E se existe uma verdade acerca dele, qualquer ensino que não se conforma com esta verdade, não é o Evangelho. Pode parecer com ele, mas não é ele. Pode usar as mesmas palavras que ele, mas a essência não é a mesma, o conteúdo não é o mesmo e os significados não são os mesmos. Só parece ser igual, mas, na essência, é diferente.

Paulo chega a dizer em um determinado texto, na sua carta aos gálatas, que ao ver que Pedro e alguns irmãos não estavam, naquele momento, andando segundo a verdade do Evangelho, ele os repreendeu. E isto me leva a perceber que há uma verdade do Evangelho e que eu vejo esta verdade em Cristo e no que Ele viveu e ensinou.

A pergunta é: Até que ponto isto realmente nos interessa? Até onde isto faz diferença para nós?

Será que o que interessa é apenas que as coisas aconteçam? É simplesmente que as coisas deem certo? É que funcione? É que a intenção seja boa? É que seja convincente? É que os textos bíblicos utilizados pareçam se encaixar? É que emocione? É que ajunte multidões de pessoas? É que atraia os jovens? É que seja uma visão mais atual, moderna e aceitável aos nossos sentidos e entendimentos? Ou é que todos sejam sinceros, estejam alegres e nada mais?

Se a verdade não importasse, o que será, então, que levou Judas, o irmão do Senhor, a sentir a necessidade de escrever a sua carta e insistir com as pessoas a batalharem pela fé que de uma vez por todas foi dada aos santos? Será que não é claro ali que ele está dizendo que há “uma fé”, que ela foi dada “de uma vez por todas aos santos” e que é preciso não abrir mão dela?

Quando lemos toda a carta de Judas, entendemos que a “fé” sobre a qual ele fala tem haver com os conteúdos e as verdades eternas do Evangelho que Jesus viveu e ensinou.

Se a verdade não fizesse diferença, por que Paulo escreveu todas as cartas que escreveu? Por que ele advertiu as pessoas acerca dos que ensinavam outro evangelho? Por que Pedro disse que não se importava de escrever acerca das mesmas verdades, repetidas vezes, porque era segurança para aqueles que o estavam lendo?

Há um ensino que é segundo Jesus. Há um conteúdo do Evangelho que tem sido proclamado através dos séculos. Os apóstolos de Cristo e milhares de mártires entregaram suas vidas, crendo neste Evangelho; os reformadores enfrentaram a perseguição, proclamando este Evangelho; os missionários foram para terras distantes, sem nenhuma garantia de retorno, tomados pelo desejo de anunciar este Evangelho.

É claro que todas estas pessoas tinham suas falhas e fraquezas pessoais, mas elas proclamaram verdades eternas que não mudaram simplesmente porque aqueles que as proclamavam não eram perfeitos.

Também é claro que devemos seguir a verdade, sempre em amor e com respeito aos outros, como a própria Bíblia ensina e como Jesus mostrou claramente com a Sua vida; mas crer na verdade realmente importa e faz diferença.

Qual será a razão pela qual alguns hinos escritos há centenas e centenas de anos atrás, ainda nos falam quando são cantados em nossos dias? Não será porque eles trazem dentro de si o conteúdo das verdades eternas do Evangelho?

Por que será que livros escritos há mais de trezentos e trinta anos atrás, como “O Peregrino”, por exemplo, continuam falando com tantas pessoas em nossos dias? Não será porque eles trazem verdades genuinamente segundo o Evangelho de Jesus?

Deus não mudou porque as pessoas mudaram o seu entendimento sobre quem Ele é. Ele ainda é quem sempre foi.

A verdade do Evangelho não mudou, simplesmente, porque há tantas versões diferentes dele sendo cridas e ensinadas em nossos dias.

O Evangelho continua sendo o mesmo que Jesus viveu e anunciou; o mesmo que Paulo, Pedro, Tiago, Judas, João e os apóstolos de Jesus viveram e anunciaram há dois mil anos atrás. O Evangelho ainda é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê.

Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo. Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. O Justo morreu pelos injustos para levar-nos a Deus. Levando Ele mesmo em Seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas Suas feridas fostes sarados (2 Coríntios 5:19; 1 Coríntios 15:3,4; 1 Pedro 3:18; 2:24).

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras para que ninguém se glorie. Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade. Porque há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem, o qual se deu a Si mesmo em preço de redenção por todos (Efésios 2:8,9; 1 Timóteo 2:3-6).

E a graça de nosso Senhor superabundou com a fé e amor que há em Jesus Cristo. Esta é uma palavra fiel e digna de toda aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal (1 Timóteo 1:14,15).

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela Sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no Seu sangue, para demonstrar a Sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; para demonstração da Sua justiça neste tempo presente, para que Ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus (Romanos 3:23-26).

Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo. Mas se é pela graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é mais graça. Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra (Romanos 5:1; 11:6).

O Evangelho ainda é o mesmo.

A pergunta para você e para mim é: O que nós vamos fazer a respeito disto?

Que Deus nos guarde a todos no Evangelho de Seu Filho e nos ensine a andar na Sua verdade em amor.

Paulo Cardoso.

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A grande história que a Bíblia conta é a história da redenção. É a história de como Deus nos criou para o louvor da Sua glória, à Sua própria imagem e semelhança; de como nós pecamos contra Ele, ficamos destituídos de Sua glória, e, então, como o próprio Deus, em Sua graça, nos buscou e pagou o mais alto preço para nos trazer de volta para Si mesmo. Esta é a história! Ouça e compartilhe!

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criança

Aprender a vestir a minha espiritualidade com humanidade, simplicidade, sensibilidade e compaixão é um desafio diário.

A verdade é que ou nós somos tentados a viver uma humanidade sem espiritualidade ou uma espiritualidade sem humanidade. Mas por mais “espiritual” que alguém pense ter se tornado, ele é um ser humano como qualquer outro ser humano, com todas as dificuldades, fraquezas, limitações, tentações, ambiguidades, contradições, dúvidas, falhas, medos e conflitos que todos experimentam.

Tentar negar isto e fazer “de conta” que não é assim é caminho certo para um profundo adoecimento interior e para não viver o verdadeiro Evangelho de Jesus.

Porque por toda a Bíblia eu posso ver a humanidade de seus personagens sendo exposta sem disfarces.

Eu leio, por exemplo, que Elias, um conhecido personagem bíblico, era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou, insistentemente, a Deus para que não chovesse sobre a terra, e, durante três anos e meio, não choveu. O texto continua dizendo que ele orou de novo e o céu deu chuva e a terra fez germinar seus frutos.

Elias era homem sujeito às mesmas dores, imperfeições, crises, contradições, tentações, doenças e sentimentos; mas, nem por isto deixou de ser de Deus. Ele era homem e nem por isto deixou de ser ouvido, quando teve a coragem de orar e crer que Deus era capaz de ouvir a voz de um simples homem como ele.

A verdade é que a Bíblia toda é a história do relacionamento de Deus com homens e mulheres exatamente como você e eu. E o que é interessante é que ela jamais esconde a humanidade mais visceral de seus personagens.

Ou seja, na Bíblia não há super-homens ou supermulheres da fé; apenas homens e mulheres comuns, de carne e sangue, que através de sua confiança simples e sincera em Deus caminharam com Ele na terra dos homens.

Se você conhece a história de Elias, por exemplo, sabe que ele foi aquele profeta que orou e o fogo desceu do céu; orou e o céu se fechou; orou de novo e a chuva veio torrencial e abundante sobre a terra seca.

Só que este mesmo profeta, porque era um homem como qualquer um de nós, sentou-se debaixo de uma planta do deserto e pediu a morte para si. Este mesmo homem de fé em Deus entrou em uma caverna e se encolheu em seu medo, tristeza, frustração e profunda depressão.

Pense que Deus não escolheu usar seres glorificados e perfeitos para expressar Sua vida, graça e amor; Ele decidiu usar gente como você e eu. Gente que chora e que ri; que duvida, mas que volta a acreditar; que cai, mas que se levanta; que passa por crises, mas que as enfrenta pela graça de Deus.

Eu jamais posso me esquecer de que Deus se fez gente e habitou entre nós. Ou, nas palavras de João: “O Verbo se fez carne”.

Jesus é o Deus que nasceu como um pequenino neném; foi enrolado em faixas e panos e deitado numa manjedoura em uma pobre e simples estrebaria. Ele é o Deus que se deixou ser cuidado, amamentado e carregado no colo de uma mulher. Ele é o Deus que precisou aprender a andar, a comer, a falar e a fazer todas as outras coisas do mesmo modo que você e eu precisamos. Ele é o Deus que cresceu como menino e aprendeu o ofício de carpinteiro.

Eu nunca me esqueci de um pregador que disse certa vez que Jesus não tinha rosto de anjo, mas rosto de homem.

É aí que em Jesus, Deus se fez homem e se misturou no meio das pessoas. Ele habitou entre nós, andou neste chão, viveu como gente, enfrentou as realidades e as dificuldades da vida que todos nós enfrentamos, chorou as lágrimas da existência que todos nós choramos, sentiu e sofreu as dores e as angústias que todos nós sentimos e sofremos.

E é por isto que Ele pode se compadecer de nós e nos socorrer no momento que necessitamos.

Jesus realmente sabe o que é ser gente. Ele, sendo Deus, se limitou a Si mesmo, se empobreceu a Si mesmo, se humilhou a Si mesmo e se fez Homem de dores e Servo sofredor que sabe o que é padecer. É isto que a Bíblia nos ensina.

Mais que isto, Jesus é Deus que nos amou e se entregou por nós no alto de uma cruz. Deus estava em Cristo, diz a Bíblia, reconciliando consigo mesmo o mundo.

Ele morreu a sua e a minha morte, carregou sobre Si mesmo os seus e os meus pecados, levou a nossa culpa, pagou a nossa dívida, nos perdoou e é perfeitamente capaz de nos salvar e levar de volta à comunhão com o Pai Celestial. O que eu preciso fazer é crer nele.

Eu me lembro, quando Pedro escreve que os mesmos sofrimentos que nós passamos também acontecem entre nossos irmãos por todo o mundo. E isto me mostra o quanto há uma espécie de socialização do sofrimento neste mundo, porque todos sofrem de um jeito ou de outro.

É aí que eu nunca estou isolado na minha dor. Eu não sou o primeiro, não sou o único e não serei o último a sofrer desta dor. Há, agora mesmo, uma multidão imensa de companheiros de tribulação atravessando os mesmos dramas que eu enfrento. Mas não só isto: há uma nuvem enorme de testemunhas ao redor testificando que, com a graça de Deus, é possível passar por isto sem ser destruído pela dor que eu estou sentindo.

O que eu preciso fazer é resistir, firme na fé em Jesus que me amou e a Si mesmo se entregou por mim. Eu preciso resistir, sabendo em quem eu tenho crido e que Ele é poderoso para guardar o meu depósito até o dia final. E isto não é confissão positiva ou fé na fé, mas, simplesmente a confiança simples e humilde em um Deus que me ama além de todo o entendimento e que disse que nunca irá me deixar e que jamais irá me abandonar.

A Palavra de Deus afirma que nós somos amados, queridos e guardados em Deus. Na verdade, ela vai além e diz que a sua e a minha vida estão escondidas com Cristo em Deus e que nada e ninguém podem nos arrebatar de Suas mãos ou nos separar no Seu amor.

É então que eu aprendo que se eu vou viver uma verdadeira espiritualidade, eu preciso vesti-la com cara de gente.

Eu preciso colocar de lado todos os cacoetes, maneirismos e adoecimentos da religião e começar a expressar a vida de Jesus com humildade, liberdade, honestidade, simplicidade, modéstia, singeleza e verdade. E eu preciso fazer isto sem medos, culpas, pressões ou opressões.

Eu preciso dar a mim mesmo o direito de ser crente em Jesus e continuar a ser gente neste mundo, porque foi isto que Jesus viveu e ensinou com a Sua vida.

Eu não preciso ter todas as respostas e nem ter uma vida perfeita para me compadecer do meu semelhante e ser solidário a ele. Eu não preciso fingir que não tenho problemas e conflitos ou que não sinto medo e tristeza. Eu posso ser verdadeiramente humano e ainda assim ser alguém que caminha com Deus.

É aí que não existe verdadeira espiritualidade sem genuína humanidade e não existe genuína humanidade sem uma sadia espiritualidade.

Pense que Jesus quer que sejamos gente que é capaz de gostar do seu semelhante, simplesmente, porque ele é seu semelhante. Gente que pode gostar da vida e amar a Deus e as pessoas com simplicidade. Gente que pode se compadecer de quem sofre, sem julgar e sem colocar rótulos ou começar a usar jargões religiosos e oferecer fórmulas, receitas e soluções pré-fabricadas que só desrespeitam a dor e o sofrimento das pessoas.

Precisamos resgatar, urgentemente, a espontaneidade da nossa fé e a humanidade da nossa espiritualidade. Aprender a viver um Evangelho que tenha o jeito de Jesus e não o dos religiosos que falam em Seu nome, mas que não expressam a Sua graça, a Sua simplicidade, a Sua humildade e nem o Seu amor. Expressar uma fé que seja uma combinação sadia de honestidade e esperança.

Que Deus nos ajude, por Sua graça, a viver uma espiritualidade como a de Jesus, o Deus que se fez gente.

Paulo Cardoso

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Simples-assim

Nossa capacidade de complicar o que é essencialmente simples é realmente fenomenal.

Fico pensando em como há pessoas que sempre preferem os relacionamentos mais melindrosos; as situações mais complexas e as respostas mais difíceis. Parece mesmo que gostamos de tornar as coisas sempre mais difíceis, misteriosas e irresolúveis.

Há pessoas que sentem verdadeira atração por relacionamentos sofridos e conturbados. Quanto mais são rejeitadas, mas sentem-se seduzidas. Quanto mais padecem, mais sentem-se ligadas ao que lhes traz dor e sofrimento. Mas não percebem que estão punindo a si mesmas. Não percebem que desenvolveram um padrão psicológico de prazer completamente adoecido e autodestrutivo.

A Bíblia diz que Deus criou tudo formoso em seu tempo; que Ele fez o homem reto, mas este se entregou a muitas vaidades. Em outras palavras, por mais complexo que seja o universo que Deus formou, ele não é um emaranhado irresolúvel. Ele tem sentido e objetividade. Não é algo tolo e sem razão de ser. Por mais complexo que seja, ele é também simples.

Quando eu penso no nosso caminhar com Deus, eu vejo sua extrema simplicidade. É claro que as pessoas querem complicar tudo. Elas criam seus próprios manuais de espiritualidade e outros compêndios de interpretação dos próprios manuais que criaram. E quando os outros veem isto, pensam que quanto mais complicado é algo, mais profundo se torna. Mas o fato é que isto não é verdade.

Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim”. Ele disse: “Eu sou a porta; quem entrar por mim, salvar-se-a; entrará e sairá, e encontrará pastagens”. Ele disse: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crer em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá eternamente”. Ele disse: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas. As minhas ovelhas ouvem a minha voz e me seguem”. Ele disse: “Eu sou o pão da vida; o que vem a mim, jamais terá fome; e o que crê em mim, jamais terá sede”.

Caminho, verdade, vida, porta, ressurreição, o bom pastor, o pão do céu: foi assim que Jesus se autodescreveu para os que o buscavam.

Eu ando neste caminho, eu creio nesta verdade, eu vivo esta vida, eu experimento esta ressurreição, eu sigo este bom pastor, eu me alimento deste pão do céu.

Isto nada tem haver com religiosidade; isto é apenas vida.

Jesus caminhava pelas praias da Galiléia e chamava pessoas a segui-lo. Não havia uma grande catedral e nem projetos para construção de uma grande monumento ao Seu nome. O culto acontecia na própria vida. Ele ia ao templo em Jerusalém, mas subia aos montes para orar. Ele entrava nas sinagogas, mas pregava nas praias e nas campinas. Ele conversava com os religiosos, mas comia com as pessoas simples do povo.

Na verdade, quando lemos o livro de Atos e a história dos primeiros duzentos anos de vida da igreja, tudo é muito simples e descomplicado. É claro que a igreja não era perfeita. Eles estavam apenas começando a caminhada. Mas tudo que parecia importar era seguir a Jesus. Apenas seguir a Jesus e torná-lo conhecido.

Parece que nos nossos dias somos tão imaturos, que estamos preocupados em descobrir um modelo institucional no livro de Atos para copiar. Mas, o livro de Atos é apenas um livro histórico. Ele apenas relata de forma maravilhosa o que Jesus continuou a fazer e a ensinar pelo Seu Espírito na vida dos seus seguidores. O objetivo não era nos dar um manual de eclesiologia, mas simplesmente contar a história dos feitos do Espírito Santo através daqueles irmãos e irmãs em Cristo.

Mas, como nós estamos mais preocupados em descobrir uma fórmula que nos torne bem sucedidos do que em seguir o Espírito Santo, acabamos perdendo o sentido de tudo.

E é aí que nos tornamos absolutamente imaturos em nosso proceder. Queremos títulos, cargos, posições, organizações, modelos, funções, ministérios e atividades, pensando que é disto que precisamos. Mas, Jesus disse que o “vento sopra onde quer, e não sabes de onde vem e nem para onde vai. Assim é todo aquele que é nascido do Espírito”. Ou como diz em Eclesiastes “assim como não sabes o caminho do vento, assim também não sabes as obras de Deus”. A verdade é que andar com Jesus fala desta simplicidade, singeleza, humildade, liberdade e vida.

Mas na nossa infantilidade, vazio e superficialidade passamos a usar algumas palavras como verdadeiros mantras e chavões, identificando todos aqueles que as usam como se estivessem “por dentro” do que costumamos chamar de “mover” destes dias.

Cada década tem suas próprias palavras, ênfases, modismos, ventos de doutrinas, jargões e chavões. Sempre foi assim, e apenas os que estão chegando agora, ainda não sabem disto. A questão é: Onde está tudo isto na Palavra de Deus?

Já percebeu que se lermos os Evangelhos, com honestidade, vamos ter que colocar de lado a maioria esmagadora das coisas que estamos vendo e ouvindo em nossos dias sendo feitas e ditas em nome de Deus?

Nòs tornamos tudo tão complicado e difícil que nem nós desfrutamos da genuína e singela alegria de conhecer a Cristo e nem deixamos que os outros a conheçam. Porque a lista de pecados é tão extensa e as regras a serem seguidas tão numerosas, que a maioria desiste na metade do caminho.O número de maldições a serem quebradas, sacrifícios a serem oferecidos, libertações a serem recebidas, confissões a serem feitas e tantas outras coisas da lista a serem realizadas é tão grande que muitos se esgotam e adoecem espiritualmente.

Que diferença de Jesus quando disse que Seu jugo é suave e Seu fardo é leve. Ou, mesmo dos líderes da igreja, em Atos 15, quando escrevendo para os gentios, falaram apenas do absolutamente essencial, dentro da mentalidade de que o justo viverá pela fé e não por suas obras de justiça.

Pense em como tornamos tudo tão complexo e difícil. Como escrevi antes, na cabeça de muitos, para seguir a Jesus, a pessoa tem que passar por várias libertações, renúncias, orações, ministrações, experiências, retiros, cursos, discipulados, treinamentos, conferências e aprimoramentos. Tudo simplesmente para poder ser um seguidor de Jesus.

A pergunta que não pode jamais se calar é: Era assim com Jesus? Era assim com os discípulos? Ou será que tudo isto não passa de nossas próprias viagens, criações e devaneios em nome da fé?

É claro que precisamos ler a Palavra e aprender seus ensinamentos; mas será que não é mais simples do que as pessoas estão fazendo parecer ser? É claro que há pessoas que precisam de libertação de opressões espirituais, mas será que é do jeito que está sendo feito?

Mas, para quem já está cansado de tantas complicações e quer apenas seguir Jesus, com o coração simples e sem perturbação, fica esta palavra.

Deixe que os complicados se compliquem mais ainda. Deixe que os místicos continuem mistificando suas vidas. Deixe os insensatos continuarem seus devaneios e viagens. Apenas siga em paz. Siga a Jesus com sinceridade e verdade de coração e com uma consciência segundo o Evangelho.

Pedro fala, em suas cartas, de pessoas que viviam em suas mistificações. São pessoas que acham que Deus fala com elas a cada dez minutos e vivem em um mundo paralelo onde só elas sabem a vontade divina. Outros há que vivem apregoando grandes chuvas, quando são apenas nuvens carregadas pelos ventos. Mas, por que agir assim? Jesus é simples! Ele é manso e humilde de coração. E, quando nós o seguimos, encontramos descanso para as nossas almas. Não é isto que nós mais precisamos?

Jesus não veio fundar uma religião. Ele não veio criar um colégio apostólico e organizar uma autoridade eclesiástica sobre a terra. Ele não veio estabelecer um reino humano. Ele não veio estabelecer tradições. Ele não veio trazer modelos, visões e movimentos. Ele não veio fazer reuniões e conferências arrebatadoras. Ele veio buscar e salvar o que se havia perdido. Ele veio para servir e dar a sua vida em resgate por muitos. Ele veio trazer vida e vida em abundância. Ele quer ser Pão, Água, Luz, Porta, Pastor, Ressurreição, Videira, Caminho, Verdade e Vida para você e para mim.

Já viu como há pessoas se estressando em nome da espiritualidade? Já percebeu como existe gente vivendo perturbada em nome da fé? Há pessoas brigando com a família, discutindo com quem ama, se esgotando emocionalmente e perdendo a paz por causa de coisas que Jesus mesmo nunca ensinou. Será que isto faz sentido? O que isto tem haver com o reino de Deus, que é justiça, paz e alegria no Espírito Santo?

Veja como complicamos tudo.

A pessoa não pode mais só pregar a Bíblia; ela tem que ter uma “palavra revelada”, uma “palavra profética”, uma “palavra atual”, uma “palavra rhema”. Não basta só cantar louvores com simplicidade, contrição e alegria a Deus; tem que ter muitos instrumentos, um fluir sobrenatural e ministrações espontâneas. Não basta só crer em Jesus e segui-lo; tem que passar por dezenas de reuniões de libertação. Nâo pode só aprender a Bíblia aos poucos; tem que ir para um treinamento intensivo para ser transformado em líder em seis meses. De onde tiramos tudo isto? Não será de nossas vaidades, insatisfações, frustrações, vazios, falta de conteúdo e questões mal resolvidas?

Que tal colocarmos todas as nossas pretensões e vaidades de lado e sermos simples seguidores de Jesus? Que tal pararmos de buscar coisas extraordinárias; grandes feitos, grandes sensações e experîências fantásticas, para, simplesmente, andar com Jesus?

O Evangelho é bonito. Se está feio, não é Evangelho. A Palavra de Deus é simples e refrigera a alma. Se está complicada demais e trazendo culpa, peso e esmagando a alma das pessoas, não é a Palavra de Deus.

Por favor, posso lhe dar uma sugestão?

Ande no caminho, abrace a verdade e viva a vida. Apenas siga Jesus com um coração sincero e honesto. Ande em paz. É descomplicado assim. É simples assim!

Paulo Cardoso



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