Jesus é o centro de tudo!

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Você já parou para observar como tudo em nossos dias gira em torno do homem?

No pensamento dos nossos dias o homem é o centro de tudo, a razão de tudo e o propósito de tudo. E por isso, o que importa são os seus sonhos, projetos, vontades, sucesso, realização e felicidade pessoal.

Tudo funciona como se o homem fosse o centro de todo o Universo e tudo mais tivesse que girar e gravitar em torno dele e em função dele. É como se todas as coisas existissem por ele, em função dele, por meio dele e para ele.

Mais vai além, porque para muitas pessoas, elas são o centro do Universo. Tudo tem que funcionar em função delas, de seus sonhos, alvos, projetos, vontades, caprichos, opiniões e bem estar. Parece mesmo que elas pensam que todos existem para fazê-las felizes e realizadas. Todos, até mesmo Deus.

Para muitas pessoas, se Deus existe é acima de tudo para fazê-las felizes e realizar os seus sonhos e projetos.

Se você acha que é diferente no meio daqueles que falam muito de Deus, pense de novo.

Na verdade, quando eu penso nas letras das canções que mais são cantadas em nossos dias, nos temas e conteúdos de muitas pregações, nos assuntos de muitos livros cristãos da atualidade, nos chavões, frases de efeito e palavras de ordem que são usadas por tantas pessoas falando em nome de Deus, o que eu percebo claramente é que o centro é o homem.

Muitas pessoas estão falando em nome de Jesus, alinhavando dezenas de textos da Bíblia para provar o que estão falando, escrevendo e cantando; muitos estão chorando, rindo, pulando, dançando, fazendo declarações de amor, dando testemunhos de conquistas e realizações e fazendo muitas coisas em nome de Deus, mas o centro de tudo continua sendo o homem.

Não é à toa que as palavras mais usadas hoje são realização, conquista, poder, sonhos, alvos, metas, projetos, propósitos, autoridade, alcance, sucesso, prosperidade e honra.

Pense.

Eu poderia sugerir que voltássemos às páginas do Novo Testamento, ao tempo dos primeiros discípulos de Jesus, e pensássemos a respeito de como eram as coisas naquela época, mas se voltarmos apenas cem anos atrás e pensarmos sobre quais eram as letras dos hinos, os conteúdos das pregações, o estilo de vida, os temas dos livros e a motivação das pessoas que falavam em nome de Cristo e se diziam seus seguidores, já seria bastante.

Será que você já percebeu alguma diferença?

A Bíblia, falando em Deus, diz que “dele, por meio dele e para ele são todas as coisas”.

Em outras palavras, tudo pertence a Ele, existe por causa dele, por meio dele e para ele. Ele é o centro de tudo. Na verdade, sem Ele, nada existiria.

A Bíblia diz que em Jesus foram criadas todas as coisas que existem nos céus e na terra, visíveis e invisíveis. Absolutamente tudo foi criado por Ele e para Ele.

Jesus é antes de todas as coisas e todas as coisas só subsistem ou continuam a existir por meio dele. É daí que em tudo Ele tem a preeminência, a primazia ou o primeiro lugar e nele habita toda a plenitude. Em outras palavras, Cristo é o centro de tudo.

E se você perguntar por que é assim, a Bíblia diz que é porque foi do agrado do nosso Pai Celestial.

Agora, graça, amor, misericórdia, compaixão, bondade, justiça, verdade, perdão, humildade, modéstia, simplicidade, singeleza, liberdade, gratidão, humanidade, generosidade, cuidado com os pobres, doentes, rejeitados e excluídos são as realidades que nós mais fortemente podemos ver na vida de Jesus. Era assim que Ele era.

Enquanto os religiosos do tempo dele se achavam justos, eram arrogantes, cheios de juízos e ódio e amavam a glória dos homens, o dinheiro, o poder e o reconhecimento social; se preocupando mais em manter suas posições e autoridade no meio do povo do que qualquer outra coisa; Jesus, com muito amor, graça, compaixão, simplicidade, singeleza e verdade, estava convidando a todos que estavam cansados e sobrecarregados a irem a Ele e encontrarem descanso para as suas almas.

Pense sobre isto.

Veja que Jesus é o Centro de tudo, o Senhor de tudo, o Dono de tudo, a Razão de tudo, o Propósito de tudo, o Soberano do Universo, mas é manso e humilde de coração.

Ele é bom, misericordioso, compassivo, justo, generoso e rico em graça. A prova disto, acima de tudo, está na cruz, onde Cristo deu a Sua vida em nosso lugar. O Justo morreu pelos injustos para levar-nos a Deus. Não fomos nós que amamos a Deus, mas Ele nos amou e enviou o Seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.

Daí que nós não somos o centro do Universo. Na verdade, sem Deus nós nem mesmo existiríamos e sem a Sua graça, bondade e generosidade nenhum de nós ainda estaria aqui. É Ele quem a todos dá a vida, a respiração e todas as coisas, sendo generoso até com os ingratos e maus. Ele é o centro, a razão e o propósito de tudo.

Posso sugerir a quem quer conhecer a Cristo, ser Seu discípulo e andar com Deus com simplicidade e verdade, que nós todos precisamos voltar aos Evangelhos e aprender o caminho?

As palavras que descrevem nossas atitudes, buscas, valores, importâncias e modo de viver precisam ser as mesmas que descreviam a Jesus e aquilo pelo que nós somos conhecidos precisa passar a ser o mesmo pelo qual Ele foi conhecido.

É claro que somos humanos, quebrados, falhos, imperfeitos, limitados e estamos todos aprendendo, mas este é o alvo.

O convite é para que nós creiamos em Jesus e sigamos a Ele. Porque dele, por meio dele e para ele são todas as coisas. E Ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.

Que a graça de Cristo nos conquiste e transforme para o louvor da Sua glória.

Paulo Cardoso

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A nossa cidade está nos céus

Por que pararam de falar no céu e na eternidade?

Que espiritualidade medíocre é esta que só fala das coisas materiais, passageiras, perecíveis e terrenas? Que cristianismo caricato e míope é este que não anuncia mais as realidades eternas e só vive para o aqui e agora? Que pregações vazias são estas, sem amor a Jesus e que só apelam, ou a um conhecimento frio e sem vida ou à emoções histéricas sem qualquer consciência e que falam apenas de promessas de vitórias e conquistas materiais, mas não apresentam a beleza e grandeza do Cristo do Evangelho? A que ponto chegamos de um cristianismo sem Cristo?

E a eternidade? E o depois da morte? Pode estar há segundos de qualquer um de nós. Não é preciso ser idoso ou estar gravemente doente. Os noticiários são prova diária disto. Acontece com qualquer pessoa. Ninguém está isento. A vida é como “um vapor”.

Se você ouve os hinos antigos da Harpa Cristã ou do Cantor Cristão há centenas de cânticos sobre a promessa de estarmos com Cristo no céu. Livros antigos, muito famosos, como “O Peregrino” de John Bunyan narravam a viagem do cristão para a Cidade Celestial.

Minha querida mãe amava de coração ouvir e ler sobre o céu. Ela estava presente no dia em que preguei esta mensagem há anos atrás. Ela cantava muito sobre o céu. Tinha consciência das coisas celestiais. Era verdade para ela, realmente verdade. Sinto a sua falta além do que palavras podem descrever. A fé dela era pura, linda, simples e genuína. Ela amava Jesus.

Eu coloco esta mensagem aqui em homenagem a ela. Ela me ensinou valores eternos. Ela me ensinou a amar a Jesus como uma Pessoa. Ela viveu na terra com os olhos em Cristo e no céu. Não era uma crença, religião, concordância mental ou denominação. Era Jesus, seu bondoso amigo.

Que você entregue realmente sua vida a Cristo hoje e todos os seus dias e desfrute esta vida e a eternidade com Ele.

O mais humilhado, o mais exaltado

Se você quer saber o que é o Evangelho precisa olhar para Jesus na cruz.

Jesus pensou em nós mais do que pensou em Si mesmo. Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. Deus provou Seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.

Aquele que está acima de tudo, nos amou acima de tudo!

Esta é uma mensagem simples sobre o texto de Filipenses 2, proferida em dezembro de 2017, que fala sobre a humilhação e a exaltação de Jesus e o que isto realmente significa para a minha e a sua vida.

Ouça esta mensagem, e, se desejar, compartilhe-a com mais alguém.

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Alguém ainda está esperando Jesus?

Esta é uma mensagem simples ministrada em setembro de 2009 que fala que aquilo que faz toda a diferença na espera é saber por quem nós estamos esperando.

Nós esperamos uma Pessoa: Jesus, porque assim como Ele veio uma primeira vez, Ele virá uma segunda vez para aqueles que o aguardam para a salvação. O mesmo Jesus que disse que ressuscitaria dos mortos e ressuscitou, também disse: “Virei outra vez”.

Então, esta não é uma mensagem antiquada das pessoas do passado; mas é importante, atual e uma promessa do próprio Senhor Jesus. A pergunta, porém é: Ainda estamos esperando Jesus?

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Apenas um religioso ou um seguidor de Jesus?

Andar com Jesus é a experiência mais libertadora que alguém pode vivenciar, porque quando o coração realmente se abre para recebê-lo e segui-lo, somos libertos para ser quem Deus, de fato, nos criou para ser.

É claro que o mundo continua o mesmo, as lutas continuam vindo e as tempestades ainda se abatem fortemente sobre nós.

É claro que nós nos entristecemos, nos abatemos e choramos; mas há uma diferença: estamos seguros nos braços de Deus, porque Ele se torna o nosso amparo, consolo, sabedoria, força e esperança.

Para quem realmente segue a pessoa de Jesus, Ele não é um dogma, uma doutrina, uma crença, uma ideia, um movimento, uma denominação ou uma instituição; mas o Caminho, a Verdade e a Vida.

Jesus é o próprio Deus que se fez homem e entregou a Sua vida na cruz em nosso lugar para nos salvar dos nossos pecados. Jesus é uma Pessoa e você se relaciona com uma pessoa.

Quando lemos os Evangelhos, sem as lentes de uma espiritualidade humana adoecida e distorcida, percebemos que nunca foi a intenção de Jesus formar uma nova religião. O tempo todo Ele estava chamando as pessoas a irem a Ele, aprenderem dele e segui-Lo. Ele tocava as pessoas, andava com elas, as ensinava, perdoava, libertava e curava. O relacionamento era pessoal com Ele e tudo girava em torno da pessoa dele.

Jesus não falava de ritos e formas; mas de uma vida com Ele. Ele nos revelou quem é o Pai Celestial e como podemos conhecê-lo e andar com Ele. A vida eterna, segundo Jesus, é conhecer o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo a quem Ele enviou. Jesus disse: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, este é o que me ama. E aquele que me ama será amado por meu Pai e viremos para Ele e faremos nele morada”.

Pense, por favor, nas palavras com as quais Jesus mesmo se descreveu no Evangelho de João: Luz do mundo, Pão da Vida, Porta, Bom Pastor, Caminho, Verdade, Vida, Ressurreição e Videira. Tudo falava de vida e de um relacionamento pessoal com Ele.

Pense que o caminhar com Jesus sempre aconteceu no chão da existência das pessoas. A experiência com Ele sempre foi na caminhada da vida. Nunca foi no êxtase de grandes reuniões e ajuntamentos, conferências ou congressos, mas no dia a dia.

Triste é pensar que como depois de um encontro com o Autor da vida, nós podemos ser tão negativamente influenciados e adoecer a tal ponto, que nos tornamos apenas em uma caricatura daquilo que poderíamos ser andando com Jesus.

Por causa de uma espiritualidade que se tornou adoecida e deturpada; usando o nome de “Deus”, perdemos Sua vida; agindo em nome da “fé”, perdemos a graça, a bondade, a generosidade e a misericórdia; falando em nome da “verdade”, perdemos a espontaneidade, a leveza, a naturalidade, a alegria e a liberdade de caminhar com Jesus.

Alguém religioso pode crer em Deus; mas não o vive na caminhada; pode falar sobre Deus, mas não o experimenta no dia a dia. O Deus que ele crê não é realmente o Deus que Jesus nos apresentou, mas alguém fabricado pelas conveniências e interesses humanos. É o Deus do templo, mas não da vida. É o Deus das organizações humanas, mas não o Deus de Jesus.

Então, ora, quem vive este tipo de religiosidade é alguém que vive apenas de dogmas, crenças, superstições e esquisitices; ora, é alguém que vive enxergando o mal e o maligno atrás de cada porta e janela da vida.

Algumas vezes. a pessoa se torna tão pedrada quanto as paredes da instituição, grupo, denominação ou visão que defende com “unhas e dentes”; ou, então, passa a ter a sua própria espiritualidade particular, cheia de revelações, sonhos e interpretações sem qualquer fundamento naquilo que Jesus realmente ensinou.

O Evangelho no que você crê é segundo Jesus? É o Evangelho que Jesus ensinou?

Que tristeza ver até que ponto as pessoas chegam em nome de uma espiritualidade sem o verdadeiro Evangelho de Jesus. Elas perdem a capacidade de viver a vida com liberdade, simplicidade, leveza e verdade. Elas se tornam tão “entendidas” em Deus, que não podem mais ser simples como crianças; ficam tão cheias das convicções de seu grupo, visão e movimento, que não podem abrir mão de sua teimosia, nem em nome da própria vida.

Seguir a Jesus é algo tão livre como o vento: sopra onde quer, você não sabe de onde vem e nem para onde vai. É livre e incontrolável, bonito e indomável. É o caminhar de Deus com o homem e do homem com Deus. Tem aroma de vida e não de morte. Abençoa a vida e não a amaldiçoa. Cura a alma e não a adoece. Liberta e não aprisiona.

Fico pensando como tantos ensinos deturpados que as pessoas apregoam em nome de Deus, só produzem uma geração de pessoas adoecidas de alma: gente cheia de culpas, medos, cobranças, juízos, vaidades, arrogância, justiça própria e perturbações; pessoas que não conseguem mais se alegrar nas coisas simples da vida; gente que não consegue mais amar a Deus e nem se importar com o próximo como Jesus ensinou e viveu; gente que não se alegra na graça de Deus nem no que Jesus fez por elas na cruz.

É óbvio que as pessoas, quando ouvem a mensagem do Evangelho, sempre chegam cheias de seus próprios adoecimentos e rachaduras interiores; mas conhecer o amor de Deus tem o poder de começar um processo de renovação de nosso entendimento.

O problema é quando, ao invés de seguirmos a pessoa de Jesus, com sinceridade, simplicidade e liberdade, nós nos colocamos dentro de uma mortalha que a religião tenta nos impôr.

É aí que ao invés de sofrermos apenas por causa dos nossos problemas, passamos a sofrer também pelo fato de estarmos sofrendo por causa deles. Afinal, nós achamos que a nossa fé deveria nos servir de antídoto contra todo e qualquer sofrimento.

Ao invés de sentirmos apenas a dor e o incômodo normal que uma enfermidade possa trazer; sentimos o que é natural e também o que é emocional, mas não por causa da doença em si; mas porque passamos a achar que se somos cristãos, não deveríamos estar passando por aquilo.

Ao invés de sermos livres da culpa e das cobranças, porque cremos que Jesus pagou a nossa dívida na cruz, nos tornamos pessoas ainda mais pesadas, pressionadas e cansadas. E se já temos uma tendência ao perfeccionismo, ele cresce ao ponto de esmagar, não só a nós mesmos, mas também as pessoas que se relacionam conosco. O resultado é que ficamos procurando culpados e explicações, ao invés de corrermos para os braços de Jesus.

Alguém entende que ser um discípulo de Jesus significa crer nele, aprender com Ele e desejar ser como Ele? Confiante, sincero, obediente e dependente do Pai Celestial como Ele. Misericordioso como Ele. Compassivo como Ele. Simples como Ele. Livre como Ele. Humilde como Ele. Cheio de graça como Ele, porque Ele e somente Ele é o referencial e o alvo final da nossa fé.

Basta ao discípulo ser como o seu Mestre foram as palavras de Jesus. Não como aqueles que pensam poder fazer e falar o que querem em nome dEle ou como os que se arrogam o direito de serem os controladores da vida, liberdade e paz dos outros; mas como gente que humildemente está aprendendo com Ele.

O discípulo é de Jesus e não de homens. O Mestre é Cristo. O discípulo não é alguém glorificado e perfeito; é apenas humano. E, justamente, por viver a vida de Deus dentro da mais profunda humanidade, que ele pode seguir os passos de Jesus, dependendo totalmente dEle.

Jesus é Deus que se fez homem; o Verbo que se fez carne e habitou entre nós. Ele é Aquele que nos amou e deu a Sua vida para nos levar de volta à comunhão com o Pai Celestial, através do Seu sangue derramado na cruz. Ele, o Justo, morreu por nós, os injustos, para levar-nos de volta a Deus. Ele, que nunca conheceu o pecado, se fez pecado por nós, para que nele nos tornemos justiça de Deus.

Podemos voltar para Deus por causa do que Jesus fez na cruz por nós. Por causa de Sua misericórdia podemos nos arrepender dos nossos pecados, crer em Jesus e no que Ele fez na cruz em nosso lugar.

Pense que Deus não quer que sejamos cópias de uma visão, sistema, instituição, movimento, líder ou organização humana, mas Ele quer que sejamos pessoas que vivem a sua própria identidade, pessoalidade e individualidade em Sua presença e que aprendem com Jesus a viver e caminhar, um dia após o outro, na graça que Ele nos deu quando se entregou por nós na cruz.

Seguir a Jesus significa depender dEle a cada passo do caminho. Jesus disse: “Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração”.

Vamos seguir a Jesus?

Pense sobre isto.

Paulo Cardoso

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Contigo está o perdão…

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“Mas contigo está o perdão para que te temam” (Salmo 51)

Foi assim que o salmista se expressou quando tratou o problema do pecado em sua própria vida.

Ele disse: “Se, tu, Senhor, observares iniquidades, quem subsistirá?”.

Ou seja, diante da total perfeição, justiça, retidão, amor e santidade de Deus, se Ele nos tratasse conforme nossas mazelas e pecados, ninguém subsistiria em Sua presença.

Você já se sentiu culpado? Já enxergou-se à luz da perfeição, justiça e santidade de Deus? Já teve um vislumbre do quão pecador você é quando comparado com o próprio Deus?

Agora, pense que se Deus quiser encontrar erros, pecados, contradições, ambiguidades, tortuosidades, feiúras de caráter e deformidades em nós, não há dificuldade alguma em fazê-lo, porque este é o nosso retrato, é quem nós somos sem Ele em nossa vida.

A Bíblia diz que Deus nos sonda e nos conhece e que todas as coisas estão nuas e patentes aos Seus olhos. Ele conhece até as intenções e motivações mais escondidas do nosso coração, Ele conhece os nossos pensamentos.

Só que a grande boa notícia que a Bíblia nos dá é que Deus tem prazer no perdão (Miquéias 7:18).

Deus tem alegria em perdoar. Jesus disse que “Deus enviou o Seu Filho ao mundo não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele”. Pense sobre isto.

O mundo já está julgado e condenado diante de Deus. Todos pecaram, todos erraram o alvo de Deus, todos caíram e estão destituídos da glória de Deus. Não há um justo, nem um sequer, todos se extraviaram e juntamente se corromperam. O mundo já está condenado. Daí que o que o mundo precisa é de um Salvador, um Redentor. Você e eu precisamos de Alguém que nos salve dos nossos pecados e de quem nós somos sem Deus.

Mas é aí que quando eu leio os Evangelhos eu olho para Jesus e eu vejo claramente o quanto Deus quer perdoar, porque Jesus fez tudo que era preciso para tornar este perdão possível e disponível a todos os que nele creem.

O fato é que Deus é Justo e Ele não poderia continuar sendo justo e perdoar o pecador culpado, assim como nenhum juiz humano seria justo absolvendo alguém que é comprovadamente culpado. Nenhum de nós admitiria isto em um juiz humano. Nenhum de nós desejaria ter um juiz assim. Nós queremos um juiz que faça justiça. Mas e quando isto se refere a Deus?

Desde que a Bíblia ensina claramente que o salário do pecado é a morte; que a alma que pecar, essa morrerá e que o pecado, sendo consumado, gera a morte; a justiça e o amor de Deus exigem que o pecado seja punido. Não é uma opção, é uma exigência.

Só que o Evangelho vem e diz que o Deus justo, perfeito e absolutamente Santo se fez homem em Jesus e assumiu toda a nossa culpa e dívida. Ele tomou sobre Si mesmo todo o nosso pecado, culpa e condenação e foi julgado e punido em nosso lugar. O Justo morreu pelos injustos para levar-nos a Deus.

Deus resolveu o problema do nosso pecado na Cruz de Jesus (2 Coríntios 5:21). Como diz o hino antigo: “foi na cruz, foi na cruz, onde um dia eu vi meu pecado castigado em Jesus. Foi ali, pela fé, que os meus olhos abri e agora me alegro em Sua luz”.

Jesus não tinha nenhum pecado, mas tomou sobre Si o nosso pecado e foi julgado e condenado em nosso lugar (1 Pedro 2:24). Ele foi o nosso Substituto diante do Deus Criador. O castigo que Ele recebeu era o nosso, a morte que Ele morreu era a nossa. O nosso pecado foi julgado por Deus em Cristo na cruz e assim Deus é justo e justificador daquele que tem fé em Jesus (Romanos 3:23-26). Como João Batista proclamou: Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Jesus morreu por nós e agora esta graça e favor é para quem quiser e vier a Ele (Apocalipse 22:17).

A escolha é nossa. É uma escolha pessoal, consciente e voluntária. Ninguém pode fazer isto em nosso lugar. Jesus não vai nos forçar a aceitar o que Ele fez por nós na cruz, mas somos nós que temos que fazê-lo por nossa própria escolha.

O problema é quando nós sabemos disto tudo, mas não conhecemos e cremos no amor de Deus por nós e no que Jesus já fez por nós e para nós na cruz.

João, o apóstolo, escreveu em sua primeira carta: “nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós” e, mais adiante, escreveu que “no amor não existe medo, antes, o perfeito amor lança fora o medo” e “nós o amamos porque Ele nos amou primeiro”.

Perceba que pensar em Deus para quem sabe e crê que Ele é perfeito, totalmente justo e santo, mas não crê verdadeiramente no que Jesus consumou na cruz por nós só aumenta a culpa, cobrança e o medo na alma da pessoa, porque para ela é como se Deus a estivesse vigiando o tempo todo, apenas esperando um pequeno deslize para condená-la de uma vez para sempre.

E diferente do salmista que escreveu o texto do Salmo 130, porque a pessoa teme Deus no sentido de que ela tem medo de Deus. E ela tem medo de Deus porque vive na expectativa do juízo e da condenação divina por causa dos seus pecados. Ela sente que se falhar em algum momento, está perdida e sem qualquer chance diante de Deus.

Daí que ela não teme a Deus, ela teme Deus. Ela tem medo de Deus. Não se trata de respeito, reverência, honra, reconhecimento de Sua grandeza ou assombro diante de Sua majestade, mas de medo.

Ela se esquece que Deus que estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não atribuindo aos homens as suas transgressões e nos confiou a palavra da reconciliação (2 Coríntios 5:19). Ela não crê realmente que Jesus, o Justo, morreu por nós, os injustos para levar-nos a Deus (1 Pedro 3:18). Ela não crê realmente que Jesus foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades, que o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele e por suas pisaduras fomos sarados (Isaías 53:4,5). Ela não crê realmente que Jesus foi o seu substituto, pagou a sua dívida e satisfez completamente a justiça de Deus na cruz.

Veja o que o salmo diz: “contigo está o perdão para que te temam”.

Ou seja, o salmista está dizendo que temia a Deus porque Ele é um Deus perdoador, porque com Deus e somente com Ele está o perdão. Só Ele pode nos perdoar. Ele foi o ofendido e nós somos os ofensores. Com Ele está o perdão.

Agora isto muda tudo.

Eu temo a Deus por causa de quem Ele é e eu sei que com Ele está o perdão que eu tanto preciso.

Eu temo a Deus porque Ele é rico em graça, muito paciente e rico em amor. Eu o reverencio, o respeito, o reconheço como o Deus santo, puro, justo, verdadeiro, perfeito, digno, poderoso, incomparável e único e submeto o meu ser a Ele. Temor é respeito e reverência que me aproximam e não medo e pavor que me afastam.

Quando Jesus bradou do alto da cruz: “Está consumado!”, Ele estava dizendo que tudo que era necessário para que você e eu fôssemos reconciliados com o Deus Justo, Verdadeiro e Santo estava feito de uma vez por todas e para todo o sempre (Hebreus 10:11-14). Em outras palavras, Ele estava dizendo: “Tudo está cumprido. A justiça de Deus foi totalmente satisfeita e a dívida está paga!”.

O Evangelho ensina que ninguém se faz justo diante de Deus; ao contrário, é Deus mesmo que, em Sua graça, nos dá a Sua justiça (Romanos 3:24). A justiça de Cristo é imputada, atribuída, colocada em nossa conta quando nós cremos nele e no que Ele fez por nós na cruz.

Ninguém é feito justo diante de Deus por causa de suas obras, merecimentos, esforços, sacrifícios, ofertas ou promessas. O que a Bíblia ensina é que nós somos feitos justos ou justificados pelo próprio Deus, por causa do que Jesus fez, de uma vez por todas e para todo o sempre, por nós na cruz (Romanos 5:1).

Cristo mesmo se fez a nossa justiça, santificação, sabedoria e redenção (1 Coríntios 1:30). Nós não conquistamos justiça diante de Deus, nós recebemos a justiça de Cristo pela fé nele e passamos a andar neste caminho de justiça.

O escrito de dívida que nos era contrário e que constava de ordenanças foi riscado, cravado na cruz de Jesus e nós fomos perdoados e reconciliados com o Criador. Na cruz, Jesus despojou e desarmou todos os principados e potestades malignos e os expôs, publicamente, ao desprezo, triunfando sobre eles (Colossenses 2:13-15).

Jesus fez isto por nós.

Entender isto mostra que Deus não está procurando um modo de nos afastar dele, mas está nos chamando a nos aproximarmos com ousadia do Seu trono, dizendo que o Seu trono é o trono da graça (Hebreus 4:16).

O Seu trono é o trono do favor que não se merece, do amor que nos amou primeiro, da bondade e misericórdia que vão além da nossa compreensão e é assim por causa de quem Deus é e do que Cristo fez na cruz por nós.

Lendo os Evangelhos, eu aprendo que Deus deseja que, através da Sua graça, possamos mudar o nosso modo de pensar, as nossas escolhas e atitudes e é isto que arrependimento significa (Mateus 21:28,29). Nós nos arrependemos e nos voltamos para Deus por Sua graça e misericórdia.

A Palavra de Deus ensina que Ele deseja que cresçamos em Jesus para sermos semelhantes a Ele. Ele deseja que vivamos na certeza de que o Seu amor é maior que todas as nossas fraquezas e limitações e que podemos tratar a nós mesmos e aos outros como seres humanos e permitir ao Espírito Santo trabalhar as questões que ainda precisam ser resolvidas em nós com humildade, sinceridade, honestidade e verdade; mas em paz, porque Jesus fez a paz pelo sangue de Sua cruz (Colossenses 1:20).

O preço já foi pago e quem o pagou não fui eu nem você: foi Jesus. Ele e somente Ele é o Cordeiro de Deus que foi imolado antes da fundação do mundo (Apocalipse 13:8).

Se você ainda não se arrependeu dos seus pecados e colocou a sua confiança unicamente em Jesus e no que Ele fez por nós na cruz, faça isto agora. Fale com Deus que você se arrepende de estar vivendo para si mesmo quando devia viver para Ele, mas que confia que Jesus pagou o preço dos seus pecados na cruz. Peça a Ele para assumir o controle de sua vida. Peça a Ele o Seu perdão e salvação.

Agora, se você já se arrependeu verdadeiramente e colocou a sua confiança em Cristo, mas por algum motivo está sendo atormentado pela culpa e pela acusação, a Bíblia diz que “se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça” (1 João 1:9). 

Não fuja de Deus, corra para os braços dele. Não tente justificar seus erros, admita-os, confesse-os, concorde com Deus a respeito deles. Pare, pense, reflita e mude o seu modo de pensar, mas não pare aí. Concorde com Deus que com Ele está o perdão. Confie que Ele é fiel, porque prometeu que faria isto, e que Ele é justo, porque Jesus já foi punido pelos nossos pecados na cruz e mais uma vez coloque toda a sua fé unicamente em Jesus e no que Ele fez por você. O sangue de Jesus foi suficiente para Deus e o sangue de Jesus, Seu Filho, nos purifica de todo o pecado.

Graças a Deus porque com Ele está o perdão para que seja temido.

Pense nisto.

Paulo Cardoso

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Espiritualidade sadia

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Todo ser humano tem a sua espiritualidade, porque todo ser humano é espiritual.

Ele pode não chamar de espiritualidade, mas é.

Foi assim que Deus nos fez e não importa se aceitamos ou não essa afirmação, é assim que nós somos. Agora, o modo de compreender, expressar e viver essa espiritualidade é que varia de pessoa para pessoa.

O livro de Gênesis diz que Deus nos criou à Sua imagem e conforme a Sua semelhança e em Eclesiastes se diz que Deus colocou a eternidade no coração dos homens. Daí que há este anseio no coração de todo ser humano, esta “sede” por algo que vá além do material, finito e passageiro.

A questão é que nem toda forma de viver e entender esta espiritualidade faz bem à vida. Na verdade, algumas vezes, faz muito mal. Porque essa forma de viver, entender e expressar esta espiritualidade pode se tornar justificativa para toda sorte de doenças que existam em nossa alma. Ela pode se tornar em um modo de dar vazão a toda uma sorte de questões que nada tem haver com ela mesma.

É aí que “espiritualidade”, muitas vezes, é a desculpa para pessoas agirem da forma mais tola, insensata, desequilibrada e doente possível. E a justificativa é sempre que “Deus falou”, que “Deus mostrou” e que “Deus revelou”. A explicação é sempre que “viu”, “sentiu”, “intuiu”, “foi revelada” e coisas do tipo. E o pior de tudo, é que, no final, Deus ainda se torna “culpado” pelo que sai errado, tamanho o autoengano e autoilusão em que as pessoas vivem.

Só que dentro da subjetividade enorme dessas afirmações cabem toda sorte de confusões e adoecimentos da própria pessoa ou de pessoas que se julgam falar em nome de Deus como se entre elas e o Altíssimo houvesse uma conexão superior, direta, perfeita e ininterrupta.

Quando alguém fala que “Deus disse”, o que alguém pode dizer em contrário?

Será que Deus não fala com as pessoas nos dias de hoje? É claro que fala. Mas, será que a maioria daquilo que as pessoas dizem que “Deus falou”, foi Deus mesmo quem falou? E, será que a forma como tantas pessoas estão dizendo que Deus usou para se comunicar com elas é, de fato, uma forma que combina com o ensino do Evangelho de Jesus?

Eu preciso entender que é só quando eu olho para Jesus e penso sobre a Sua vida que eu encontro uma espiritualidade verdadeiramente sadia e verdadeira.

Jesus não teve “surtos” de espiritualidade. Ele não teve comportamentos estranhos, excêntricos ou histéricos. Não havia nele ou em Suas atitudes qualquer coisa que não seja a ação ou a reação mais sadia e normal dentro do momento e do contexto em que foi tomada. Até mesmo quando Ele toma o azorrague e expulsa os comerciantes e cambistas de dentro do templo, sua atitude é extremamente lúcida e coerente. Quando Ele exulta porque o Pai revelou as verdades espirituais aos pequeninos e não aos pretensamente sábios e entendidos, Sua alegria é absolutamente coerente.

Daí que, em Jesus, não existe uma espiritualidade de quem se julga espiritual ou de quem quer ou precisa parecer espiritual para os outros ou para si mesmo, mas, apenas aquela de quem vive Deus na vida. É uma vida diante de Deus. O que se faz é para ser visto pelo Pai que vê em secreto e não para ser visto pelos homens. Não é uma “performance” ou uma “atuação” espiritual para os outros verem, mas é apenas uma vida simples e sincera com Deus.

Por isso, em Jesus, não existe uma aparência de espiritualidade, porque espiritualidade não se parece, se é.

Eu não posso esquecer que quando a espiritualidade e a fé são vividas de uma forma sadia, elas fazem bem ao ser. Elas trazem paz, geram atos de misericórdia, caminham com sabedoria, se calçam de bom senso, produzem bons frutos. E é assim porque elas nascem de um coração que caminha com Deus com simplicidade, verdade e sabedoria.

Nós nos impressionamos muito com aquilo que vemos e ouvimos. Mas, Deus procura pessoas que queiram caminhar com Ele com um coração sincero, honesto, tranquilo e em paz. Gente que saiba que o Evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. Pessoas que entendam que o andar com Deus é que “nele vivemos, nos movemos e existimos” e que é quando nós o reconhecemos em todos os nossos caminhos que Ele vai endireitar as nossas veredas.

Qualquer modo de expressar e viver uma espiritualidade que não enxergue estas realidades acaba se tornando em doença para a pessoa.

O ser humano não é só o seu corpo, nem só a sua mente ou estrutura psicológica e nem só o seu espírito; ele é um todo.

É aí que uma visão de espiritualidade que não abrace esse todo acaba fragmentando, quebrando, partindo e dividindo ainda mais o que já está rachado, partido e quebrado dentro das pessoas.

Por isso, eu quero terminar este texto propondo algumas características de uma espiritualidade que não faz bem:

Primeira, qualquer espiritualidade que me isola da humanidade não faz bem à alma.

Na verdade, não existe espiritualidade segundo Jesus que não seja vivida com compaixão, respeito e solidariedade com meu semelhante. Afinal, foi o próprio Jesus quem nos ensinou a amar o nosso próximo como a nós mesmos. Na verdade, Ele nos ordenou a amarmos uns aos outros do modo como Ele nos amou.

Daí que o Evangelho não nos afasta das pessoas, pelo contrário, nos aproxima delas em atos de misericórdia. Ele não cria mais abismos e muros de separação; os atravessa e transpõe. Jesus não pertence a este ou àquele grupo, nacionalidade ou etnia, Ele pertence a todos os povos.

O Evangelho é sinônimo de reconciliação. Em Cristo, a parede de separação que existia entre Deus e os homens e entre os próprios homens veio abaixo. A Bíblia diz que Deus fez a paz pelo sangue da cruz de Jesus.

Não só isto, mas qualquer espiritualidade que veja a realidade dividida, apenas, entre Deus e o maligno, adoece profundamente a alma.

Há muitas e muitas pessoas que veem tudo nas seguintes categorias: ou foi Deus ou foi o inimigo.

A verdade é que existe o que é divino; existe o que é maligno; mas, existe aquilo que é, simplesmente e tão somente, humano, físico, natural e terreno. Coisas da vida. Coisas que simplesmente acontecem porque somos humanos e estamos no mundo.

Há muita gente em nossos dias falando muito mais do inimigo do que de Jesus. Há muita gente falando muito mais sobre combater o mal do que sobre fazer o bem. Há muita mais gente falando de demônios do que de anjos. Mas a Bíblia diz que nós vencemos o mal com o bem.

O que eu acho impressionante é que enquanto as pessoas estão fazendo seminários, congressos, workshops e cursos para aprender a “combater o mal” de forma estratégica nas regiões celestiais, quebrar maldições, amarrar principados espirituais e tantas coisas mais, há bilhões de seres humanos no planeta sem comida, sem água, sem um sanitário para usar, sem recursos médicos e sem recursos mínimos para viver; há bilhões que nunca ouviram nem uma só vez o nome de Jesus; há centenas de milhões de irmãos e irmãs em Cristo ao redor do mundo sendo perseguidos unicamente porque amam e seguem a Jesus e que precisam de ajuda para prosseguir.

Agora, este é um mal sobre o qual Jesus fala que irá nos inquirir no último dia: “eu tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de beber; estive enfermo e não fostes ver-me”. Será que não percebemos que é isto que importa?

Mas vai além, porque qualquer espiritualidade que alimenta e se alimenta da culpa e do medo também faz muito mal à vida.

A Bíblia nos ensina que o perfeito amor lança fora o medo e quem teme não foi aperfeiçoado no amor. Ela ensina que o escrito de dívida que nos era contrário e que constava de ordenanças foi riscado, inteiramente removido e cravado na cruz de Jesus.

A culpa e o medo só alimentam os manipuladores e controladores da alma humana. Porque não há modo mais fácil de controlar e manipular uma pessoa do que através da culpa e do medo. Há pessoas que são tão doentes psiquicamente que sentem a necessidade de controlar e manipular outras pessoas.

É aí que o Evangelho de Jesus vem e nos liberta de ambos. Ele vem e me faz entender que Deus estava em Cristo reconciliando consigo os homens; não lhes imputando os seus pecados, e nos confiou esta palavra da reconciliação. Ele vem e diz que justificados pela fé em Jesus, temos paz com Deus.

Ainda, qualquer espiritualidade onde Deus é apenas um meio para alcançarmos algum outro fim que não a comunhão com Ele, adoece o ser.

Porque Deus mesmo é o fim. Ele mesmo é a finalidade. Ele mesmo é a razão de ser. Ele mesmo é o motivo.

Nós fomos criados por Ele e para Ele. Daí que uma espiritualidade que faça de Deus um simples meio ou recurso para nós alcançarmos os nossos objetivos pessoais é uma espiritualidade distorcida, doente e adoecedora.

Também, toda espiritualidade que perde o contato com a realidade acaba se tornando doentia.

Porque a vida com Deus se vive na história dos homens. Eu sou cidadão do céu, mas eu ainda estou vivendo na terra e preciso me relacionar com ela. Jesus orou ao Pai dizendo: “não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal”.

Eu tenho a minha mente nas coisas do alto, mas eu continuo com os meus pés na terra. Eu continuo sendo humano e preciso continuar me relacionando com as realidades desta vida, de um modo normal, sóbrio e sadio.

Ninguém viveu isso de um modo mais forte que o próprio Jesus. Ele era totalmente divino e totalmente humano.

Mais ainda, uma espiritualidade que não se permite viver a normalidade do ser gente e que “espiritualiza” o que é não é para ser espiritualizado só produz doenças na alma.

Basta olhar quantas pessoas que a si mesmas se consideram “espirituais” são, na verdade, doentes emocionalmente. Elas querem negar que são humanas. Elas não lembram que foi o próprio Deus que as fez humanas com tudo que isso envolve. Elas esqueceram que ser integralmente humano é ser quem Deus nos criou para ser, afinal, o próprio Deus se fez Homem, o Verbo se fez carne em Jesus.

Por último, nenhuma espiritualidade “em série” vai fazer bem à alma humana.

Com isso eu me refiro àquela “espiritualidade” que fabrica “soldadinhos de chumbo” ou clones de uma ideia, modelo, visão, movimento ou de uma instituição-organização. Ou, então, aquela “espiritualidade” empresarial, onde o que importa é cumprir metas, atingir alvos, obter resultados e mostrar sucesso.

Isso faz muito mal à alma da gente.

Só que quando nós lemos os Evangelhos, nós podemos ver que o andar com Jesus é extremamente livre, verdadeiro e simples. Livre como o vento que sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem e nem para onde vai. Jesus disse que assim é todo aquele que é nascido do Espírito.

Daí que a espiritualidade para ser sadia, precisa ter Jesus como modelo, guia e alvo. Ela precisa se espelhar somente nele. Precisa parecer com Ele. Porque Ele é o objetivo de tudo. E, para falar a verdade, ninguém foi mais sadio do que Ele. Ninguém nem mesmo foi tão sadio como Ele.

Ele é o nosso Mestre e nós somos Seus discípulos. Ele é o nosso Senhor e nós somos os Seus servos.

A espiritualidade segundo Jesus faz bem à alma e enriquece a vida com valores mais belos. Torna o coração mais misericordioso, compassivo e solidário, enche a vida com mais significado, abre os olhos para aquilo que não se via antes, ilumina o caminho, reconcilia com Deus, faz com que a gente enxergue a humanidade e não só a nós mesmos e os nossos interesses e projetos pessoais, liberta das culpas e transborda o bem para os outros.

Que Deus nos ajude a viver uma espiritualidade mais sadia, misericordiosa, prática, autêntica e semelhante a Jesus.

Paulo Cardoso

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Eu dependo da graça…

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É interessante como nós podemos compreender que somos salvos pela graça de Deus, mas não conseguimos aceitar o fato de que só podemos viver através dela.

É claro que o nosso discurso não é este. Nós dizemos que dependemos da graça de Deus para viver, mas isto, muitas vezes, nada mais é do que uma frase bonita.

Graça é um favor que eu não mereço. Se eu mereço, não é graça. Daí que é só quando eu tenho consciência do quanto eu não mereço, que eu, finalmente, começo a reconhecer minha desesperada necessidade desta graça de Deus.

Mas, a imensa maioria de nós, não pensa assim.

Lá no fundo, nós achamos que merecemos alguma coisa; para não dizer, muita coisa. É como se tivéssemos um crédito acumulado com Deus, como se fôssemos salvos pela fé, mas sustentados por nossas próprias obras e realizações.

Ou seja, nós aceitamos que começamos a ter comunhão com Deus pela Sua graça, através do que Jesus fez por nós na cruz do Calvário, mas, acreditamos que mantemos nossa comunhão com Ele através de nossas obras e justiça própria.

A verdade, é que nossa religiosidade é tão cheia de interpretações pessoais e autoenganos, que nos convencemos que somos mais justos do que os outros, por causa daquilo que fazemos ou deixamos de fazer. E, de repente, lá no íntimo, achamos que Deus e a vida nos devem algo, por tudo de bom que temos sido e realizado.

Eu sei que nenhum de nós reconhece isto abertamente. Mas, é algo que está implícito no modo como lidamos com a fé e a vida.

É então que eu percebo o quanto a nossa chamada “fé evangélica” tem, aos poucos, deixado de ser evangélica. Porque a Bíblia claramente afirma que “pela graça somos salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”.

Mas se eu começo a me vangloriar da minha espiritualidade e me enxergar melhor que alguém ou acima da média, algo está desajustado dentro de mim, porque a Bíblia afirma que não há um justo, nem um sequer; que todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus e que todos nós só somos justificados diante de Deus pela nossa fé em Jesus Cristo.

Será que é tão difícil aceitar que todos nós mancamos e somos rachados interiormente? É tão difícil abrir o coração e clamar pela graça de Jesus, não só para nos salvar, mas para nos sustentar a cada dia em Sua presença? É tão difícil, não só começar dependendo do que Jesus fez por nós na cruz e na ressurreição; mas continuar, cada dia, dependendo daquilo que Ele fez por nós?

Os reformadores do século 16 pregaram “só Cristo”, “só a fé”, “só a graça”, “só a Escritura” e “só a Deus a glória”.

Só que em nossos dias parece que estamos ouvindo um “novo Evangelho”, onde você tem que conquistar a sua salvação e justiça. As pessoas estão fazendo “sacrifícios”, “votos” e “promessas” para depois esperarem algo em troca de Deus.

Mas onde estão aqueles que vão, simplesmente, se render prostrados, humildes, em assombro e adoração, diante de Deus, clamando unicamente por Sua graça e favor sobre as suas vidas?

Paulo escreveu: “Assim como recebestes a Cristo Jesus, como Senhor, assim, andai nele”. Nós o recebemos pela fé e precisamos caminhar nele pela mesma fé.

Onde estão os que vão reconhecer, que não são apenas salvos pela fé; mas, que vivem todos os dias pela fé no que Jesus fez naquela cruz? Onde estão os que reconhecem que não só precisaram da misericórdia de Deus para terem um encontro com Jesus, mas que precisam dela todos os dias para continuarem a caminhar? Onde estão aqueles que vão reconhecer que não apenas são justificados pela fé no sangue de Jesus, mas que são santificados pela fé no sangue de Jesus derramado na cruz em seu lugar? A Bíblia diz que “o justo viverá da fé”.

Crer na graça de Deus é muito mais do que apenas falar sobre ela, ensinar sobre ela, cantar sobre ela ou mencioná-la a cada vinte palavras em uma mensagem. A graça de Deus não é um tema, uma crença, uma frase de efeito, um movimento, uma bandeira, um modismo ou uma forma mais leve e contextualizada de viver. Nunca, jamais. A graça de Deus é Cristo na Cruz reconciliando Deus e os homens. O Deus eterno se fez Homem em Jesus Cristo para buscar e salvar o que estava perdido. A graça necessariamente lida com o pecado humano. A graça necessariamente fala da justiça de Deus, da cruz e do preço que Jesus pagou ali. Como escreveu Leighton Ford há anos atrás: “O Evangelho é uma cruz no coração de Deus”.

Crer na graça de Deus, revelada em Jesus, é ter a consciência do quanto nós necessitamos dela todos os dias e o quanto ela é a razão de todo bem que Deus faz em nossas vidas.

Paulo escreveu certa vez: “Não sou digno de ser chamado apóstolo… mas, pela graça de Deus, sou o que sou, e a Sua graça para comigo não foi vã, antes me esforcei mais do que todos eles. Mas, não eu; e sim, a graça de Deus comigo”.

O que ele estava dizendo era: “eu não sou digno”, mas, “se eu sou algo, eu só o sou, por causa desta graça de Deus em minha vida”.

Tudo é porque Deus não me trata segundo as minhas imperfeições, contradições, ambiguidades e pecados, mas, segundo a Sua misericórdia. Tudo é porque Ele não me dá o que eu mereço; mas, sim, o que o Seu favor escolhe me conceder por causa do que Cristo fez por nós na cruz. Falar da graça sem falar da cruz de Jesus é anunciar outra mensagem.

Tudo, absolutamente tudo, é por causa do que Jesus fez por nós na cruz, entregando a Sua vida em nosso lugar.

É quando eu finalmente tenho consciência disto, que eu deixo de ser juiz do meu próximo, porque eu sei que se não fosse esta graça de Jesus, eu mesmo jamais teria conseguido sobreviver e nem estaria mais aqui.

Eu aprendo que a graça de Deus é suficiente, porque o Seu poder se aperfeiçoa na minha fraqueza. Então, quanto mais consciência eu tenho da minha fragilidade, mais eu terei consciência do favor de Deus sobre mim. E isto, simplesmente, porque eu sei que se não fosse o Senhor que esteve ao meu lado, eu jamais teria conseguido. Eu dependo dele todos os dias.

Não é quem eu sou, nem quem eu fui; não é o que eu fiz e nem o que eu faço, mas é a Sua graça em minha vida.

Eu sinceramente me arrependo dos meus pecados, conscientemente clamo pela misericórdia de Deus e, dia após dia, coloco toda a minha fé unicamente em Jesus e no que Ele fez por mim na cruz, porque foi Ele quem se entregou por mim.

Quando a graça de Deus me alcança tudo que eu posso dizer é: “Obrigado, Senhor”! Tudo que eu posso fazer é me prostrar diante dEle e dar glórias ao Seu nome. Tudo que eu posso fazer é continuar crendo e dependendo deste favor de Deus, revelado em Jesus, para viver a cada dia.

Que, hoje, você e eu possamos nos aproximar do trono da graça, para alcançarmos graça e socorro, em tempo oportuno.

O Deus de toda graça guarde as nossas vidas, em Cristo Jesus.

Paulo Cardoso

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Ora vem, Senhor Jesus!

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“Nossa esperança é Sua vinda, o Rei dos reis vem nos buscar. Nós aguardamos, Jesus, ainda, até o fim da manhã raiar”.

Este é um verso de um hino antigo que cantei, muitas e muitas vezes, durante a minha infância e adolescência. Vez por outra, eu me encontro cantando-o mais uma vez.

A mensagem deste hino fala do que o Novo Testamento chama de a “bem-aventurada esperança”, a esperança da volta de Jesus. O mesmo Jesus que subiu aos céus, depois de se entregar na cruz em nosso lugar e ressuscitar dentre os mortos, prometeu: “virei outra vez e vos tomarei para mim mesmo para que onde eu estiver estejais vós também”.

Ler os Evangelhos é ser colocado frente a frente com esta promessa de Jesus: Ele voltará! Não só Ele veio uma primeira vez e se entregou por amor a nós, mas Ele virá uma segunda vez para buscar os que são Seus.

A pergunta que eu faço a você e a mim, hoje, é muito simples: será que nós estamos conscientes desta verdade? Será que nós ainda estamos aguardando a sua vinda? Ou será que nós estamos tão impressionados com o progresso e com as conquistas humanas que já perdemos a consciência que a aparência deste mundo vai passar?

Eu gostaria apenas de deixar com você este simples pensamento: Jesus voltará!

Não importa o que você está atravessando, as suas dificuldades, aflições e lágrimas; há uma esperança alegre na vida de todos aqueles que confiam em Jesus: Ele virá! Os sofrimentos deste tempo presente não podem se comparar com a glória que em nós há de ser revelada. De fato, as aflições deste tempo produzem para nós um eterno peso de glória acima de toda comparação. A promessa é que Deus mesmo enxugará de nossos olhos toda a lágrima.

Não só isto, mas os maiores prazeres e alegrias; as maiores dádivas, momentos e delícias que possamos desfrutar aqui neste mundo não podem, nem de longe, se comparar com aquilo que está preparado para nós por Deus. O que os olhos não viram, ouvidos não ouviram e jamais subiu ao coração dos homens é o que Deus tem preparado para aqueles que O amam.

Pedro, ao escrever sua primeira carta, fala de uma alegria indizível e cheia de glória, uma alegria que não pode ser traduzida em palavras, guardada nos céus para nós.

Que tal trazer de volta esta esperança para a sua mente e coração? Jesus virá outra vez!

Hoje, somos chamados filhos de Deus, escreveu João, e, de fato, o somos; mas, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque iremos vê-lo assim como Ele é.

Pense nisto: você e eu vamos ver Jesus! E, ao vê-lo, assim como Ele é, seremos transformados na Sua imagem.

Eu sei que, na maioria das vezes, as coisas visíveis e materiais parecem muito mais reais que as invisíveis e espirituais; mas nem tudo que parece real é de fato a realidade. O fato é que Jesus vai cumprir Sua promessa: “Virei outra vez!”.

E o que Ele pediu de nós foi que nós não esquecêssemos esta promessa. O que Ele pediu foi que nós vivêssemos como quem crê que Ele virá, porque esta é a promessa que Ele fez e que irá cumprir. Nós não sabemos o dia e nem a hora, mas Ele virá. É uma promessa que Ele nos deixou.

Paulo escreveu que a trombeta de Deus soará e os que morreram em Cristo, ressuscitarão primeiro, depois nós; os que estivermos vivos; seremos transformados e arrebatados, juntamente com eles, entre as nuvens, ao encontro do Senhor, nos ares. E, assim, estaremos para sempre com o Senhor.

Eu sei que parece incrível, porque é incrível. Eu sei que parece além de nossa capacidade de compreensão, porque, realmente, é além de nossa capacidade de compreensão. Da mesma forma como foi incompreensível, surpreendente e além do nosso entendimento o nascimento de Jesus, assim será a sua volta.

E assim como todas as profecias que anunciaram, por toda a Bíblia, a Sua primeira vinda se cumpriram, uma a uma, todas as que anunciam a Sua segunda vinda estão se cumprindo diante dos nossos olhos. Basta ver as notícias todos os dias, olhar o mundo ao redor e comparar o que vemos acontecer com o que Jesus disse que aconteceria nos Evangelhos.

Mas não é hora de se desesperar; é hora de erguer os olhos e se alegrar, porque há uma esperança: o Rei Jesus está voltando! A palavra final da História humana não está na boca dos homens, mas na boca do Cordeiro de Deus que se entregou por nós na cruz: Jesus Cristo! Deus mesmo enxugará dos nossos olhos toda a lágrima!

Jesus nos amou de tal maneira que se entregou a Si mesmo na cruz por nós para nos levar de volta à comunhão com o Pai Celestial. Ele, sendo Deus, se esvaziou, se humilhou, se fez como um servo e obedeceu até a morte e morte de cruz.

Jesus, que nunca conheceu pecado, na cruz, se fez pecado por nós para nos dar a Sua própria justiça. Ou, como diz outro texto: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo, não atribuindo aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação”. Ou, ainda: “Deus prova o Seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”. Não fomos nós que o amamos, mas Ele nos amou primeiro! Não fomos nós que o buscamos, mas foi Ele quem veio nos buscar e salvar!

Jesus, o Justo, morreu por nós, os injustos, para levar-nos a Deus. Pense nisto. Este é um amor que vai além de todo o entendimento.

Você crê em Jesus? Ele é uma Pessoa. O Deus que se fez Homem e habitou entre nós.

Você já colocou nele e no que Ele fez na cruz em seu lugar toda a sua confiança? É em Jesus e somente nele que está a sua fé? Se ainda não, faça isto agora.

É hora de compartilhar as boas notícias do Evangelho de Jesus; de contar para mais alguém a boa nova que Deus nos ama e que Jesus deu Sua vida por nós; de fazer o bem; ser solidário; orar; interceder e celebrar a graça e o amor de Deus por nós e por todos os homens. É hora de viver o Evangelho em sua simplicidade, graça e vida.

Aquele que veio uma primeira vez, voltará uma segunda vez para os que o aguardam para a salvação. Jesus voltará!

Não é tão importante saber como isto acontecerá, mas, sim, que isto acontecerá. O mesmo amor de Deus que trouxe Jesus a primeira vez, o trará de volta!

Nossa esperança é Sua vinda, o Rei dos reis vem nos buscar, nós aguardamos Jesus ainda, até o fim da manhã raiar!

Ora vem, Senhor Jesus!

Pense sobre isto.

Paulo Cardoso

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Você pode nos ouvir todos os domingos pela rádio 93 FM (RJ), às 21:30 horas. Se quiser ouvir pela internet, acesse a página da rádio no dia e horário do programa e clique para ouvir online.

Um homem semelhante a nós

Elias não se tornou humano a partir do momento em que ele sentou debaixo de um zimbro pedindo a morte. Ele era humano o tempo todo. Ele estava sujeito aos mesmos sentimentos que nós o tempo todo. Daí que o texto nos coloca diante de duas realidades: a primeira é a da fraqueza humana que é comum a todos nós, e a segunda, é a da grande compaixão de um Deus que nos ama, nos conhece e cuida de cada um de nós.

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Ouça o Programa Encontro com a Vida, todos os domingos, às 21:30 horas, pela Rádio 93 FM (RJ). Também online em www.radio93.com.br no dia e horário do programa.

Andam questionando a sua fé?

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Talvez você esteja me lendo em meio a um profundo sofrimento. Você tem muitas perguntas, mas poucas respostas, muitas dores, pouco alívio.

Nós vivemos em um mundo em que o sofrimento é algo mais comum e presente do que qualquer um de nós desejaria, e você sabe, tanto quanto eu, que só entende mesmo o que é sofrer quem está sofrendo e só entende o quanto dói, quem está sentindo a dor.

Honestamente, eu penso que nós, que dizemos que seguimos a Jesus, muitas vezes, somos muito mais parecidos com os “amigos de Jó” e com os escribas e fariseus do tempo de Cristo do que com Aquele que a Bíblia chama de “homem de dores, servo sofredor e que sabe o que é padecer”; especialmente, quando o assunto é dor, sofrimento e perguntas sem respostas.

Parece que muitos sentem uma necessidade doentia de ter uma resposta pronta para dar para cada pergunta que surge, especialmente quando se relaciona à vida de outras pessoas. Nós temos uma facilidade incrível de saber o que está errado e fora de lugar na vida dos outros e como tudo poderia ser facilmente resolvido.

Quando estamos sofrendo, logo, aparece gente dizendo saber a razão porque isto ou aquilo nos aconteceu: querendo nos dar “uma revelação”; uma “visão”; uma “palavra dos céus” ou “um recado”. Já viu isto?

É simplesmente incrível a necessidade que muita gente tem de falar nestes momentos em que a maior sabedoria está no silêncio, na humanidade compartilhada, na compaixão, na oração e na solidariedade.

Parece que para muitas pessoas é como se a vida fosse uma simples equação matemática em que todas as respostas são lógicas e fáceis, desde que se conheça a fórmula certa. Mas a vida não é uma equação matemática, e, sinceramente, não existem fórmulas, frases prontas e nem respostas fáceis a serem dadas. Nem a Bíblia faz isto.

A vida é a vida. A dor é dor. E o sofrimento de cada um tem a intensidade, a dimensão, o gosto e o rosto de cada um.

O que para você pode não representar tanto sofrimento; para outra pessoa, pode representar um grande sofrimento, e, isto, simplesmente, porque somos seres humanos únicos, individuais e diferentes: com histórias diferentes, experiências diferentes e vidas diferentes. Por isto, cada um de nós sente, entende e percebe a vida de sua própria maneira.

Ainda mais cruel é quando alguém se aproxima de nós, em nome de uma pretensa espiritualidade e faz a famosa pergunta: “Você não tem fé?”

Perdoe-me a franqueza, mas se quem está sofrendo tanto não tivesse fé, não estaria nem mais vivo para ouvir esta pessoa falar tamanha bobagem.

Fé é uma caminhada com Deus, um relacionamento com Ele, algo entre você e Ele.

É fé em Jesus e no que Ele fez na cruz em nosso lugar. É saber que Deus nos amou primeiro e que nada pode nos separar do Seu amor que está em Cristo Jesus, o nosso Senhor.

Questionar a fé de alguém que está sofrendo é, no mínimo, desumano. É fazer como fizeram com Jesus quando passavam por baixo da cruz e diziam: “se Deus te ama, que te livre, agora” ou “se tu és o Filho de Deus, salve-se a si mesmo”.

A única resposta a dar em um momento assim foi a que Jesus deu quando disse: “Pai, perdoa-lhes, porque eles não sabem o que fazem”.

Nós não podemos esquecer que a verdadeira espiritualidade precisa ser vestida de gente. Porque ou ela é humana ou ela não é a que Jesus ensinou, porque Ele é a Palavra que se fez carne, o Deus que se fez gente. Ele se fez semelhante a nós em todas as coisas e é capaz de se compadecer de todas as nossas angústias e dores.

Então, se você está se cobrando ou pressionando, por achar que porque você crê em Jesus, deveria estar sofrendo menos do que está, por favor, pare com isto. Você é simplesmente humano.

O que Deus nos dá em meio a tudo que estamos atravessando é esperança, forças, graça, sabedoria, consolação e a Sua presença.

Talvez nós não estejamos conseguindo sentir nem perceber a presença de Deus em meio a tudo que está acontecendo, mas Ele continua presente. Ele nunca foi embora. Ele nunca nos deixou. Ele está aqui e aí presente agora enquanto você lê estas linhas.

A questão é que Deus está presente independente de qualquer coisa que esteja ou não acontecendo. Ele está presente, porque Ele é presente na sua e na minha vida. Ele está presente por ser quem Ele é. Ele está presente, porque, na cruz, Ele fez um compromisso baseado em Sua própria vida e no sangue de Jesus, de que nunca nos deixaria e jamais nos desampararia e de que todo aquele que crê em Jesus tem a vida eterna e não entra em condenação, mas já passou da morte para a vida.

Se você e eu sentimos ou não, isto não muda nada. Ele está aqui e aí, agora mesmo. Mais perto que a sua própria respiração e que o ar que você e eu respiramos neste segundo.

Mas não só Ele está presente, Ele está com você: segundo a segundo, minuto a minuto, hora a hora, dia a dia, mês a mês, ano a ano. Todos os momentos de sua e de minha vida.

Nele nós vivemos, nos movemos e existimos, pois somos Sua criação. E se prestarmos atenção, vamos perceber, silenciosa e suavemente, o agir de Deus em pequenas coisas que acontecem em nosso dia a dia.

Eu li sobre um homem idoso e uma criança que se encontraram na rua e chegaram em suas casas dizendo que tinham tido um encontro com Deus. O senhor idoso viu Deus sorrindo para Ele no sorriso puro, sincero e inocente daquela criança e a criança viu Deus olhando para ela no olhar terno e paciente daquele senhor.

Um pequenino gesto de bondade, um pequeno toque de gentileza, uma brisa suave, uma cena do dia a dia, uma palavra de um desconhecido, o sorriso de uma criança, uma lágrima de solidariedade podem ser formas de Deus nos dizer: “Eu estou bem aqui com você”.

Mas mesmo sem nenhuma destas coisas, há uma cena que nunca vai deixar de nos falar do amor com o qual Deus nos ama: a cruz de Jesus.

Deus provou o Seu amor para conosco, no fato de que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Nada nos fala tanto do amor de Deus quanto Jesus, na cruz, entregando a Sua vida por nós.

Se pessoas estão questionando sua fé, por causa de sua dor, não dê atenção. Continue caminhando. Deus não está questionando você, Ele está segurando a sua mão e andando lado a lado com você.

O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.

Pense nisto.

Paulo Cardoso

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Quando a alma é sequestrada pela dor

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Alguma vez você já sentiu como se a sua alma estivesse sequestrada pela angústia? Algo como se você tivesse sido feito refém do medo, da tristeza, da dor e da desesperança?

Eu penso que era deste modo que o salmista se sentia quando escreveu: “Misericórdia, Senhor! Estou em desespero! A tristeza me consome a vista, o vigor e o apetite. Minha vida é consumida pela angústia, e os meus anos pelo gemido; falta-me a força devido à minha aflição, e os meus ossos se enfraquecem” (Salmo 31:9,10 – NVI).

Não é interessante pensar sobre como palavras que foram escritas há quase 3000 mil anos atrás podem falar tanto conosco hoje? E como o desabafo de um homem que sofria e gemia, há tanto tempo atrás, consegue descrever com tanta riqueza de detalhes aquilo que tantos de nós sentimos hoje?

Isto me faz pensar que a alma dele era igual a sua e a minha.

Veja que ele diz que está em desespero: sua esperança tinha acabado.

Ele diz que a tristeza consumia a sua vista, as suas forças e o seu apetite.

Em outras palavras, ele não conseguia ver mais nada com clareza e parecia que tudo estava embaçado pelas lágrimas da sua própria dor. Era como se ele estivesse vivendo no meio de um nevoeiro em que ele não conseguia mais enxergar nenhum caminho diante de si.

A tristeza havia se tornado a lente através da qual ele enxergava a própria vida e tudo ao seu redor.

Mais que isto, ele se sentia enfraquecido, cansado, esgotado e sem ânimo para nada.

Ele perdeu o apetite; algo que tem haver com o próprio instinto de sobrevivência que todos temos. Perdeu o prazer, a alegria, o desejo, a fome.

Para ele, a sua vida estava sendo consumida pela angústia e os seus anos pelo gemido. O tempo passava, mas nada parecia mudar.

É aí que ele sente-se sem força e diz que os seus próprios ossos se enfraqueciam por causa da sua aflição.

De alguma forma ou de muitas formas, o corpo dele estava adoecendo por causa da tristeza de sua alma. Não é exatamente assim que acontece conosco?

Se você já sofreu ou sofre com estresse, depressão, ansiedade, fobias, pânico ou qualquer outro transtorno emocional, sabe, exatamente, sobre o que este salmista estava falando.

É quando as emoções começam a procurar um órgão de choque como que para descarregar a sua dor. E aí surge uma série de sintomas físicos que o médico não consegue identificar a causa real, por mais exames que sejam feitos, e que, de fato, são fruto do que está acontecendo na alma da gente. Ou como diz em Provérbios: “O coração ansioso deprime o homem, mas uma palavra bondosa o anima” e, mais adiante, “o coração bem disposto é remédio eficiente, mas o espírito oprimido resseca os ossos”.

No meio de tudo isto, porém, surge uma luz na escuridão. Mesmo sentindo tudo aquilo, ele ainda sabe que há um Deus a quem clamar: “Misericórdia”.

Mesmo sem sentir Sua presença ou ver qualquer evidência de que Ele estivesse presente ou agindo em sua vida, ele continua falando com Deus. E o que ele pede a este Deus é misericórdia.

Ele apela ao Deus que tem coração para a nossa miséria. O Deus que se compadece da nossa dor. O Deus que sofre com o nosso sofrimento.

E é aí que eu encontro neste Salmo 31, palavras carregadas de uma beleza enorme, quando ele diz, no meio de toda a sua angústia, que vai se alegrar por causa do amor de Deus por ele e porque “viste a minha aflição e conheceste a angústia da minha alma”.

Saber que Deus me ama, gosta de mim, se interessa, se importa, sofre comigo, vê a minha aflição, e que Ele, realmente, conhece a angústia da minha alma, é algo que pode trazer consolo no meio da minha dor.

É neste Deus que você crê?

Porque este é o único Deus que a Bíblia realmente apresenta. O Deus que se revelou em Jesus e que se entregou em uma cruz por amor a cada um de nós. O Deus que estava em Cristo reconciliando consigo o mundo.

O Deus que se fez homem e se tornou semelhante a todos nós. O Deus que se identificou com a nossa fragilidade, pequenez e sofrimento. O Deus que lidou com todas as pressões, seduções e opressões deste mundo em que vivemos. O Deus que pisou o nosso chão e que se deixou ferir pelos cardos e espinhos desta vida. O Deus que suportou a injustiça, a arrogância e a violência dos homens. O Deus que se deixou pendurar em uma cruz, sangrando, com sede, abandonado pelos seus amigos e zombado pelos seus perseguidores.

Este Deus “cego de amor”, como escreveu um autor, é o único que Jesus revelou.

E este é o Deus que socorreu o salmista em sua dor. O Deus que o resgatou de continuar refém de sua própria angústia e lhe deu segurança e liberdade.

Aqui eu aprendo a quem clamar quando eu também estiver me sentindo desta forma.

Não é uma religião, um movimento, uma instituição ou uma crença. É um relacionamento com uma Pessoa. É conhecer e ser conhecido por Alguém. É ser encontrado e encontrar Aquele que nos amou primeiro. É ser amado e amar o Deus que se revelou em Jesus. É um caminhar no chão da vida, lado a lado, com quem viu a nossa aflição e conheceu a angústia da nossa alma. É simplesmente isto.

Que você e eu possamos conhecer este Deus na face de Jesus.

Pense nisto.

Paulo Cardoso

Ouça nosso programa “Encontro com a Vida” todos os domingos pela rádio 93 FM (RJ), às 21:30 horas ou online, no dia e horário citados pelo site www.radio93.com.br (clique aqui).

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É assim que Deus nos ama!

agradecer-2Há pessoas que questionam a nossa fé por causa das nossas circunstâncias, problemas e adversidades. Elas pensam que crer em Deus é uma espécie de seguro com cobertura total contra as dores e dificuldades da vida. Elas escolheram ter uma crendice e não uma fé.

E como os religiosos do tempo de Jesus passavam debaixo da cruz e falavam suas tolices, eles olham para nossas vidas e dizem: “Se Deus ama você, que o livre agora!”

Mas só mesmo alguém que nunca contemplou o Deus feito homem ensangüentado na cruz pode falar algo assim. Só mesmo quem nunca conheceu a graça de Jesus pode acreditar numa coisa tão mesquinha quanto esta.

Deus provou Seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores (Romanos 5:8). Ele não esperou que nós acertássemos a nossa vida primeiro, não esperou uma promessa de mudança de comportamento, não esperou, absolutamente, nada! Ele se entregou! Como escreveu o autor Max Lucado: Ele escolheu os cravos! Abraçou a cruz!

E o mais incrível é que não há sacrifícios que Ele nos peça em troca; porque o Sacrifício dos sacrifícios foi Ele mesmo quem ofereceu: sua própria vida entregue na cruz.

Não há trocas a serem feitas, porque a grande troca já foi feita: Deus fez Jesus pecado por nós, para que nele sejamos feitos justiça de Deus (2 Coríntios 5:21). A dívida que tínhamos e que constava de ordenanças que havíamos quebrado, já foi cancelada de uma vez por todas (Colossenses 2:14).

Do alto da cruz, em meio a gemidos, dor, suor e sangue, Jesus bradou: “Está consumado”! Está feito! Está pago!

Nenhuma circunstância da vida, nenhuma ação do adversário, nenhuma palavra falada contra nós, nenhuma prisão, enfermidade, dificuldade financeira ou calamidade podem nos separar deste amor invencível de Deus. Seu amor é maior que todas as nossas fraquezas, deslizes, quedas, dúvidas, conflitos, doenças, medos, angústias, culpas ou crises.

Eu sei que não é isso que muitos pensam, mas é isso que Jesus mostrou do alto daquela cruz. Um amor avassalador e além de toda e qualquer compreensão, um amor além de todas as coisas que qualquer ser humano jamais tenha presenciado ou provado, um amor absolutamente incontrolável e invencível.

A cruz é a prova final e total de que Deus me ama. A cruz é a prova que nada, absolutamente nada, pode me separar de Seu amor. A cruz é o fim de toda a inimizade.

Deus estava em Cristo, reconciliando consigo os homens, não lhes atribuindo os seus pecados e nos confiou a palavra da reconciliação (2 Coríntios 5:19).

Talvez, alguns de nós tenhamos medo de sermos tão amados assim. Porque como vamos retribuir a isso? E se nós falharmos? E se não pudermos corresponder a tão grande amor? É difícil administrar isso.

Para nós é muito mais fácil ter que merecer, poder pagar, ter como calcular créditos e débitos na nossa “continha” com Deus.

Nós não queremos dever nada a ninguém. Nós queremos merecer tudo. Nós queremos “justiça”. Mas um amor como o dele desmonta todos os meus esquemas, simplesmente, porque eu não tenho como merecê-lo, conquistá-lo, retribuir na mesma medida ou pagar por ele. É grande demais, incondicional demais. É, completamente, incontrolável e incomparável. Não existe nada neste mundo que possa ser comparado ao amor de Deus que foi demonstrado por Jesus entregando a Sua vida em seu e em meu lugar.

Mas é assim que Deus nos ama.

Ele ama os ingratos, os imperfeitos, os maus, os quebrados, os doentes, os pobres, os aflitos, os quebrados, os infelizes e aqueles que todos odeiam. Ele ama os que não tem nenhuma chance de retribuir este amor.

O amor de Deus é o amor que vai me buscar no mais alto céu ou no mais profundo abismo. Um amor que me ama em meio a todas as minhas lutas, angústias, depressões, medos, crises e fracassos. E é esse amor que me cura, é esse amor que me restaura, é esse amor que me perdoa, é esse amor que me dá esperança: o amor de Deus.

É este amor que nos chama a ir a Jesus e a segui-Lo todos os dias de minha vida e por toda a eternidade. É este amor que nos convida a nos arrependermos, mudarmos de mente e crermos em Jesus. É este amor que nos consola em nossa angústia. É este amor que nos segura pela mão. É este amor que ouve o clamor mais profundo do nosso coração.

Não importa quem você é, nem onde você está: é assim que Deus te ama!

Pense sobre isto.

Paulo Cardoso

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Sedentos de graça

Só mesmo quem já ficou frente a frente consigo mesmo e se enxergou, sem disfarces, retoques ou maquiagens, com todas as suas imperfeições, contradições, pecados e tortuosidades é que valoriza a Graça de Deus.

Só quem já sentiu a sua completa impotência em salvar a si mesmo de si mesmo e da justa condenação que pesa sobre ele é que anseia por esta Graça.

Só quem já se enxergou completamente nu diante da indizível perfeição, grandeza, retidão, pureza, amor, justiça, compaixão, misericórdia, generosidade, humildade e santidade de Deus, reveladas na pessoa de Jesus, é que sente fome desta Graça.

Só quem já mergulhou no abismo de sua própria alma e sentiu dores, perplexidades e angústias que não podem ser traduzidas em palavras é que clama por esta Graça.

Só quem já se cansou de suas promessas não cumpridas, determinações não realizadas, intenções que nada produziram e esforços fracassados é que deseja esta Graça.

Só quem já se decepcionou com as religiões em suas inúmeras manifestações, se cansou de ser estatística do ibope de uma falsa espiritualidade, cansou de atuar e desempenhar um papel que não é a verdade do seu coração e se desencantou com as inúmeras doenças humanas disfarçadas de piedade e santidade é que suspira por esta Graça.

Só quem realmente sabe que não merece, nunca mereceu e jamais merecerá o perdão, o favor, a bondade e o amor de Deus em sua vida é que sente sede desta Graça.

Graça é favor não merecido.

Quem tenta merecer a Graça nunca vai experimentá-la. Quem tenta comprá-la, conquistá-la ou barganhar por ela nunca irá conhecê-la.

Quem tenta se justificar diante de Deus nunca vai prová-la. Quem acha que fez por onde recebê-la, nunca irá desfrutá-la.

Graça é presente. Graça é de graça e depende única e completamente de quem a oferece. Não depende de quem quer e nem de quem corre, mas de Deus usar de misericórdia.

E ainda que ela nada custe para aquele que a recebe, porque ela é completamente de graça; ela custou absolutamente tudo para quem a dá.

Porque a Graça fez o Deus Criador do Universo descer de Seu trono de glória e majestade, se humilhar e se tornar Homem de dores e Servo sofredor.

Deus se fez Homem. O Senhor se fez servo. O Rei se fez escravo.

O Deus que palavras humanas não podem descrever a beleza, grandeza, poder, sabedoria, santidade e majestade, vestiu-se de uma toalha e lavou os pés sujos dos homens.

O Senhor de tudo e de todos, o Juiz dos vivos e dos mortos, o Criador, o Autor da vida se sujeitou a ser cuspido, esbofeteado, zombado, espancado, coroado de espinhos e cravado em uma cruz de vergonha e dor.

O Deus eterno que é adorado e servido por milhões e milhões de anjos, se submeteu a carregar o patíbulo de uma cruz pelas ruas da cidade, diante das mesmas multidões que socorreu, ensinou e curou, em um desfile de humilhação e dor, até o lugar de sua execução.

A Graça custou a Deus o Seu Filho cravado em uma cruz. Ela custou a Jesus a sua vida e o seu sangue. A Graça custou tudo para Deus. Como escreveu Leighton Ford em um de seus livros: “O Evangelho é uma cruz no coração de Deus”. Daí que a Graça não é só uma parte da mensagem, ela é a mensagem.

Feliz quem é sedento desta Graça, porque irá prová-la.

Tentar comprar esta Graça é mostrar que nunca a conheceu. Tentar merecê-la é revelar que nunca a compreendeu. Ela é apenas para os pobres de espírito, para aqueles que sabem que nunca irão merecê-la.

A Bíblia diz que Deus resiste aos soberbos, mas aos humildes concede a Sua Graça.

Foi Davi quem escreveu que a Graça de Deus é melhor que a vida. Ele conhecia suas próprias fraquezas, pecados, limitações, imperfeições e fracassos. Ele sabia que o que ele merecia não era perdão, mas juízo.

Então, não é à toa que ele escreve que felizes são aqueles cujas iniquidades são perdoadas e cujos pecados são apagados. Felizes são aqueles a quem Deus, gratuitamente, atribui justiça.

É aí que eu aprendo que Graça não é uma doutrina para ser estudada. Graça não é um movimento, um grupo, um modismo, uma novidade, uma denominação ou uma bandeira levantada por alguns. Graça não é um enfeite ou um acessório para ser usado em canções, livros ou pregações.

Graça é o próprio Deus, em Cristo, se reconciliando com os homens; não colocando sobre nós os nossos pecados, mas os colocando sobre Jesus; é o único Justo morrendo pelos injustos para nos levar a Deus; é Cristo sendo feito pecado por nós, para que nós fossemos feitos justiça de Deus; é Deus sendo Justo e Justificador daquele que crê em Jesus. Graça fala de Jesus na cruz em nosso lugar, do sangue de Jesus sendo derramado por nós.

Graça é o modo como Deus escolheu se relacionar com você e comigo e que só se fez possível por causa do que Jesus fez na cruz por nós; é a maneira como Jesus viveu e nos ensinou a viver; é Deus não nos dando o que merecemos, mas o que Jesus conquistou para nós naquela rude cruz.

Graça é o Amor de Deus agindo em nosso favor. Deus prova o Seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.

A Graça de Deus é eterna. Ela não surgiu e nem passou a existir, porque ela sempre existiu. Ela jamais deixará de existir, porque Graça tem haver com quem Deus é. Deus é Amor e Ele jamais deixou ou deixará de ser Amor. A Bíblia ensina que o Cordeiro foi morto desde da fundação do mundo (Apocalipse 13:8).

Quem experimenta esta Graça não vai mais julgar os fracos e quebrados. Quem a prova nunca mais vai olhar os outros de cima para baixo. Quem a desfruta não vai mais querer ser a consciência do seu semelhante. Quem a conhece não vai mais viver de atuações e representações diante dos homens. Quem é sedento por ela não faz mais da espiritualidade um espetáculo diante de ninguém. Quem a recebe não se gloria mais de nada. Quem a deseja segue pela vereda da humildade, da contrição, do quebrantamento, da fé e da simplicidade. Quem a compreende não se enxerga como perfeito, mas confessa os seus pecados para Aquele que é fiel e justo para o perdoar e purificar de toda a injustiça. Quem a enxerga coloca sua fé unicamente em Jesus e no que Ele fez na cruz para sua justificação, redenção e santificação.

Apenas agradece. Apenas se rende. Apenas confia e continua confiando. Apenas compartilha de graça o que de graça recebeu. Porque, em Cristo, tudo que recebemos de Deus é Graça.

Deus não nos abençoa porque nós merecemos, mas por causa do que Cristo fez por nós na cruz. Ele não nos abençoa porque nós somos bons ou perfeitos, porque nós não somos; mas porque Jesus, o único que é Bom, Perfeito e Justo derramou o Seu sangue em nosso lugar e pagou para sempre a nossa dívida, nos reconciliando com Deus.

Eu posso desprezar esta Graça ou eu posso dar valor a ela. Eu posso rejeitá-la ou eu posso recebê-la. Eu posso deixá-la de lado ou eu posso me render diante de Deus por Seu tão grande Amor.

Como escreveu John Newton há tantos anos atrás: “Graça maravilhosa, quão doce o som, que salvou um miserável como eu. Eu estava perdido, mas fui achado. Eu era cego, mas agora vejo”.

Eu não mereci, mas eu recebi.

Você tem sede desta Graça?

Pense nisto.

Paulo Cardoso

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Você pode nos ouvir online todos os domingos pela rádio 93 FM (RJ) das 21:30h às 22:45h acessando www.radio93.com.br

Na angústia nasce o irmão!

Pense que você pode escolher seus amigos, mas não pode escolher seus irmãos biológicos. Eles são seus irmãos, simplesmente, porque nasceram dos seus pais. Mas Jesus escolheu nos tornar Seus irmãos, se entregando por nós na cruz! Quando nós estávamos completamente perdidos, na pior de todas as angústias, Ele deu Sua vida por nós!

Ouça a mensagem, pense sobre ela e compartilhe-a com alguém, se desejar.

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Nosso misericordioso sumo-sacerdote

Na Bíblia, o sumo sacerdote era um homem descendente da tribo de Levi, uma das doze que formavam o povo de Israel, que se dedicava, exclusivamente, a servir representando o seu povo diante de Deus. Ele fazia isto, intercedendo a Deus pelo povo e oferecendo os sacrifícios que eles traziam pelos seus pecados. E porque ele era tão humano, imperfeito e falho como as pessoas que representava, ele podia se compadecer delas. O que mostra isto, claramente, é que ele tinha que oferecer; primeiro, um sacrifício pelos seus próprios pecados e depois pelo povo. Mas é aí que a carta aos Hebreus vem e diz que o nosso Grande Sacerdote, na verdade, é Jesus!

Ouça esta mensagem, pense sobre ela e compartilhe-a com mais alguém.

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O escândalo da Cruz

Paulo, o apóstolo, está dizendo que há um escândalo na Cruz de Jesus: uma verdadeira ofensa.

Você já parou para pensar sobre o que isto quer dizer?

Como pode a Cruz ser uma ofensa para as pessoas e por que é tão difícil aceitar a simplicidade da mensagem que ela traz? Será que isto faz alguma diferença em minha e em sua vida?

Esta é uma mensagem simples que fala sobre o verdadeiro significado do Evangelho de Jesus. Será que nós realmente o conhecemos?

Convido você a ouvir a mensagem, pensar e orar sobre ela, e, se quiser, compartilhá-la com mais alguém.

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Se esta mensagem fez bem a você, compartilhe-a.

O Deus das minhas angústias

Há muitos nomes de Deus na Bíblia, muitas formas pelas quais Ele se tornou conhecido: o Deus eterno, o Deus Todo Poderoso, o Deus Altíssimo. Mas, hoje, eu quero pensar nEle como o Deus das minhas angústias.

Porque Ele não é só o Deus das minhas montanhas e conquistas, nem só o Deus dos meus pastos verdejantes e águas tranqüilas. Ele é o Deus dos meus desertos, o Deus das minhas cavernas, o Deus dos meus becos sem saída, o Deus dos meus lugares difíceis.

Ouça esta mensagem e se desejar compartilhe com mais alguém.

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Não confunda Deus com uma religião

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Através dos tempos, falar sobre Deus sempre foi associado à idéia de falar sobre uma religião.

Algumas pessoas, inclusive, evitam tocar em tal assunto, sob a máxima de que “religião e gosto não se discutem”.

É aí que muita gente não consegue pensar em Deus sem separar este pensamento do de tornar-se mais um religioso como tantos que existem em todo o mundo.

Para alguns isto é absolutamente apavorante. Para eles, a sensação é a de estar sendo colocado em uma camisa de força, onde depois de cometer um “suicídio intelectual”; a pessoa será levada a uma série de comportamentos estranhos e adoecidos. Mas, o fato é que o chamado de Deus nunca foi a de que nos tornássemos religiosos.

É claro que a existência da religião e de todas as formas de culto, nas mais diferentes civilizações, povos e culturas demonstra o quanto há no coração humano a idéia da eternidade e uma sede pela espiritualidade. Desde as culturas mais primitivas até as mais avançadas, a idéia de que há uma divindade e a busca por um contato com ela estão sempre presentes.

A ideia que a maioria das pessoas tem é que a Bíblia seria mais um livro religioso que nos traria uma série de normas, regras e preceitos através das quais poderíamos nos chegar a Deus. Mas, isto não é verdade.

A Bíblia toda gira em torno de uma única pessoa: Jesus Cristo.

Tudo que acontece antes dele é preparando a Sua vinda e tudo que acontece depois dele é resultado de Sua vinda.

Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda criação; nele habita, em um corpo, toda a plenitude da divindade. Ele é a exata expressão do Ser de Deus. Tudo foi criado por Ele e para Ele e nele tudo subsiste. Dele, por meio dele e para ele são todas as coisas.

Daí que a proposta do Evangelho nada mais é que conheçamos a Deus como único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo a quem Ele enviou.

A proposta é que o conheçamos e que tenhamos vida, crendo em Seu nome.

O Evangelho não é o homem se esforçando e fazendo “por merecer” para chegar a Deus, mas é Deus vindo, na Pessoa de Jesus, buscar o homem que estava perdido.

Então, não é uma religião; mas é comunhão, um relacionamento. Não é termos uma série de dogmas, regras, ritos, tradições e normas para seguirmos; mas um relacionamento pessoal e diário com a Pessoa de Deus, unicamente, através de Jesus Cristo e do que Ele fez na Cruz em nosso lugar.

A Palavra de Deus ensina que há um só Deus e um só mediador entre Deus e o homem: Jesus Cristo, homem. A Bíblia diz que não há salvação em nenhum outro, porque nenhum outro nome foi dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos. Jesus afirmou que Ele é o caminho, a verdade e a vida, e que ninguém vem ao Pai, senão por Ele.

Nenhuma igreja é, nunca foi e jamais será mediadora entre Deus e o homem! Pastor, sacerdote, mentor ou líder espiritual nenhum é! Instituição nenhuma é! Religião nenhuma é! Movimento nenhum é! O único intermediário entre Deus e o homem é Jesus Cristo!

Ouço pessoas dizendo que aquilo que o mundo mais precisa é de religião; mas, não consigo concordar. Porque o mundo está cheio de religiões e mesmo assim está “descendo ladeira abaixo”. Outros, dizem que aquilo que o mundo mais precisa é de mais educação. Também não consigo concordar, porque algumas das pessoas mais soberbas, altivas, arrogantes e difíceis de convivência que conheci têm muitos títulos acadêmicos. Na verdade, o que as pessoas precisam mesmo é conhecer e ter um relacionamento honesto, simples e sincero com Jesus!

Pense que Jesus é o próprio Deus que se fez homem e habitou entre nós.

Jesus é Deus que se vestiu de carne e sangue por amor a nós. Ele é Deus que desceu de Sua glória eterna, se humilhou, se auto-empobreceu, se esvaziou, para que, por sua pobreza, nos enriquecesse; não com uma riqueza material, terrena, corruptível e passageira, mas com a maior de todas as riquezas: um relacionamento pessoal com o nosso Criador, o Autor da nossa vida.

Será que podemos entender que Deus não é propriedade de grupo algum? Ele não é marca registrada de organização alguma, não pertence à nenhuma instituição ou movimento. Ele é Deus! O Autor da vida! O Sustentador de todas as coisas! O único que é, sempre foi e sempre será, porque tudo mais veio a ser. E como Deus, Ele é livre! Ele se revela a quem quer, quando quer, como quer, onde quer e não precisa da permissão de quem quer que seja.

Quando nós olhamos os registros históricos, ficamos perplexos, como quantas vezes, em nome da fé, pessoas fizeram mal ao seu semelhante. Quantas vezes, em nome de Jesus de Nazaré, pessoas maltrataram e dominaram o próximo. Mas, será que foi isto que Jesus fez ou nos mandou fazer? É claro que não! Até mesmo a leitura mais superficial dos Evangelhos nos mostra que o mandamento de Jesus sempre foi o amor. Ele curou e libertou as pessoas. Ele tocou aqueles que a religião de seu tempo considerava como imundos. Ele comeu com publicanos e pecadores, dizendo que os sadios não precisam de médico e sim os doentes. Ele ensinou o perdão, a graça, a misericórdia, a compaixão, o respeito e a valorização da vida.

Li certa vez que Gandhi disse que cria no Cristo dos Evangelhos; mas não no Cristo dos cristãos. Provavelmente porque muitos “cristãos” do seu tempo distorciam a mensagem de Jesus através de suas atitudes de superioridade, arrogância, egoísmo e desumanidade. Como alguém poderia entender que alguém que fala e diz agir em nome de Jesus e afirma amar a Deus e ao próximo possa aceitar que seres humanos fossem divididos em castas e tratados sem qualquer dignidade e humanidade? Jamais Jesus fez isto.

É por isto que eu preciso entender que nem todo mundo que fala em nome de Deus, realmente tem um relacionamento verdadeiro com Ele. Uma coisa é o que muitas pessoas pensam que Jesus ensinou e outra, é o que Ele realmente viveu e ensinou. E isto você só conhece quando lê os Evangelhos com um coração honesto, simples e sincero.

Na verdade, embora haja quatro registros da vida de Jesus, conhecidos como os quatro evangelhos, só existe um Evangelho! E este Evangelho é a boa notícia de que Deus enviou Jesus para nos levar de volta para Ele! Nós, que estávamos completamente cegos, perdidos e mortos espiritualmente, recebemos vida através de Jesus!

Eu sei que há gente usando o nome de Jesus, apenas, para promover seus projetos e desejos pessoais. Eu sei que há gente adoecendo outras pessoas com o modo doente como vive e anuncia a sua “fé”. Eu sei que há gente que sofreu em nome de fazer o que alguém lhe disse que era “a vontade de Deus”. Mas, por favor, posso dizer que Deus não tem absolutamente nada haver com isto?

Talvez você pense que todos que falam de Deus são iguais. Talvez você teve alguma experiência extremamente negativa no passado que provoca em seu interior uma verdadeira repulsa a tudo que fala de Deus, Jesus ou Evangelho.

Mas, pare e pense. Isto é razoável? É sensato? Você faria isto com alguma outra realidade da vida?

Deus não foi o culpado do que fizeram a você, em nome dele. O ser humano é livre para fazer suas próprias escolhas e tomar suas próprias decisões. Se ele é adoecido no modo como percebe a vida, isso acabará afetando, negativamente, o modo como ele vive sua fé. Mas, não é por isto que Deus é o culpado. Ele não é como esta pessoa adoecida; Ele não pensa como ela e não autentica os seus atos.

Separe Deus das pessoas que falam em Seu nome! Pessoas erram e erram muito; Deus não! Quando pensar em Deus, olhe para Jesus!

Deus é Amor! Amor que vai além de todo o entendimento! Esta é a sua essência! Se você duvida, olhe para a Cruz de Jesus! Ali Deus provou o Seu amor para conosco!

Deus ama você! Ele ama você, não porque você é agradável, amigável, inteligente, porque tem algo a oferecer a Ele, pode ser útil aos Seus planos ou porque sempre fez tudo certo e o agradou com seu modo de viver. Não!

A Bíblia ensina que Deus nos amou primeiro. Ele nos amou quando nós nem ainda existíamos. Ele nos amou sem que nós o buscássemos ou pensássemos nele. Ele, simplesmente, nos amou!

Jesus disse que não veio chamar os justos, mas os pecadores ao arrependimento. Como escrevi antes, Jesus disse que os sadios não precisam de médico, e, sim, os doentes.

Daí que Deus ama você, simplesmente, porque você existe, porque Ele criou você! E Ele amou você, de tal maneira, que deu o Seu Filho, para que você, crendo nele, não pereça, mas tenha a vida eterna.

Foi por isto que Jesus veio e deu Sua vida na cruz. Ninguém o colocou lá. Ele mesmo entregou a Sua vida.

Ele não precisava estar lá; Ele escolheu estar lá. E Ele se ofereceu como sacrifício pelos nossos pecados. Ele foi ferido pelas nossas transgressões, moído pelas nossas iniqüidades, o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele e por Suas pisaduras, fomos sarados.

Jesus não era um mártir, muito menos uma vítima. Ele veio para entregar Sua vida naquela Cruz porque éramos nós quem devíamos estar lá. Os pecados que Ele levou eram os seus e os meus. Ele morreu em nosso lugar. A Cruz foi uma substituição. Ele foi punido por nossos pecados e nos deu a Sua justiça. E Ele transformou aquela Cruz em seu podium de vitória, porque venceu a morte e ressuscitou dentre os mortos! Ele está vivo e é o Senhor absoluto da vida, da História e de todas as realidades e poderes visíveis e invisíveis!

Apenas entenda que Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo. Ele não veio para condenar você, porque todos nós já estávamos condenados; mas, para perdoá-lo pagando a sua e a minha dívida na cruz!

E quando você e eu cremos nisto, nos arrependemos e abrimos o coração para recebê-lo em nossa vida, algo maravilhoso acontece conosco: nós nascemos de Deus. Uma vida nova nasce dentro de nós. Nós passamos a desfrutar de uma comunhão e relacionamento com Ele, não baseado em nossas obras, desempenho e justiças, mas, com base naquilo que Jesus consumou na cruz em nosso lugar.

A religiosidade pode até enfeiar a vida de algumas pessoas; mas um relacionamento com Jesus as liberta de dentro para fora. Jesus disse: E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Se pois o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres. Foi para a liberdade que Cristo nos libertou.

Que tal você colocar de lado os seus preconceitos, raivas e amarguras e dar a si mesmo a chance de conhecer o extraordinário amor de Deus? Não, conhecer uma nova religião, visão, grupo, doutrina, filosofia, modismo ou movimento; mas conhecer a Pessoa de Jesus Cristo.

Você está tendo um relacionamento com a Pessoa de Jesus? Diga para Ele que você deseja isto. Faça isto agora com as suas próprias palavras onde quer que você esteja. Ele está ouvindo você.

Leia os Evangelhos e deixe que a vida e as palavras de Jesus se façam vida dentro de você.

Ele morreu para você viver em comunhão com Ele. Ele ressuscitou dentre os mortos. Ele é o Senhor e você precisa fazer algo sobre isto. O que você vai fazer?

Minha oração é que a Palavra de Deus faça nascer em sua vida uma verdadeira fome e sede por Sua presença e amor.

Não confunda Deus com religião.

Paulo Cardoso

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A boa notícia é Jesus!

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Você consegue entender que a boa notícia do Evangelho é uma Pessoa?

No dia que Jesus nasceu, anjos apareceram aos pastores que apascentavam seus rebanhos no campo e um deles disse: “eis aqui vos trago boa nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lucas 2:10,11).

A boa notícia é simples: Jesus veio!

Quando Jesus deixa a cidade de Nazaré, onde foi criado e vai morar em Cafarnaum, situada à beira-mar, Mateus escreve que, naquele momento, está se cumprindo uma profecia dita setecentos anos antes, por Isaías, que anunciava: “O povo que jazia em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região e sombra da morte resplandeceu-lhes a luz” (Mateus 4:13-16).

Que luz era esta? Jesus. Ele é a luz e quem o segue não andará na escuridão, mas terá a luz da vida.

É aí que Jesus não chamava as pessoas a um lugar, a um movimento ou a qualquer outra coisa; Ele as chamava a si mesmo. E a razão é que Ele mesmo era a mensagem, Ele mesmo era o Evangelho.

Quando eu leio o Evangelho de João, eu encontro Jesus dizendo assim: “Eu sou a luz do mundo, quem me segue, não andará em trevas, mas terá a luz da vida; Eu sou o pão da vida; quem vem a mim jamais terá fome; e quem crê em mim jamais terá sede; Eu sou a porta, quem entrar por mim será salvo, entrará e sairá e achará pastagens; Eu sou o Bom pastor, o Bom Pastor dá a vida por suas ovelhas, elas jamais perecerão e ninguém as poderá arrebatar de minhas mãos; Eu sou a ressurreição e a vida, quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor; Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vem ao Pai a não ser por mim”.

Agora, quando eu leio estas palavras, eu percebo que o convite o tempo todo é para irmos a Ele. O chamado é para segui-lo. Tudo é sobre ter um relacionamento com Ele. Ou, como o próprio Jesus disse: “Aprendei de mim”.

Daí que o Evangelho fala que Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna e diz que esta vida eterna é que conheçam o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem Ele enviou.

O Evangelho anuncia que Jesus pagou toda a nossa dívida para com Deus e nos reconciliou com Ele. E isto é algo que já está feito e foi Jesus mesmo quem o fez. Agora, quem quiser, venha e beba, de graça, da água da vida, que é o próprio Jesus.

Quem quiser, de graça, pode ter um relacionamento com Deus, através de Jesus.

É aí que aqueles que caminhavam com Jesus; anunciavam, não a igreja, um grupo, uma reunião, uma doutrina ou uma visão; mas, simplesmente, uma Pessoa: Jesus!

Quando Filipe, um seguidor de Jesus, desce à cidade de Samaria, fugindo da perseguição que havia se levantado em Jerusalém, nós lemos que ele “anunciava-lhes a Cristo” (Atos 8:5). Mais adiante, quando o mesmo Filipe se encontra com o tesoureiro da rainha da Etiópia, no caminho que descia de Jerusalém até Gaza, a única mensagem que ele anunciou para aquele homem foi Jesus (Atos 8:35).

Você percebe a simplicidade?

Paulo escreveu: “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1 Coríntios 2:2). Pense no que estas palavras significam.

Paulo também escreve sobre “Cristo em nós, a esperança da glória”, que “Cristo habite pela fé em nossos corações” (Efésios 3:17) e que “Deus estava em Cristo, reconciliando consigo os homens” (2 Coríntios 5:19).

Daí que a mensagem sempre foi, é e sempre será uma só: Jesus!

Em Jesus estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento de Deus. Nele habita, corporalmente, toda a plenitude de Deus. Ele é a imagem do Deus invisível, a exata expressão do Seu Ser, a Palavra que se fez carne, o Deus que se fez homem.

Eu lembro quando João Batista disse: “Convém que Ele (Jesus) cresça e que eu diminua”. Também lembro quando, no século 16, Martinho Lutero disse: “Há salvação fora da igreja, mas não há salvação fora de Cristo”.

A boa notícia é que Jesus é quem é e que Ele nos ama com um amor que vai muito além de todo o entendimento.

A boa notícia é que Ele deu Sua vida por nós na Cruz e por isto nós podemos ter um relacionamento com Deus, de graça, por causa de Sua graça.

A boa notícia é que Ele nunca vai nos deixar e jamais vai nos abandonar, que nada pode nos separar do amor de Deus que está nele e que nós podemos andar com Ele na caminhada da vida e da história.

A boa notícia é que Ele morreu, pagou total e completamente a nossa dívida para com Deus, despojou os principados e as potestades do mal, foi sepultado, ressuscitou e virá outra vez para nos levar para junto dele mesmo!

A boa notícia é que Jesus reinará para todo o sempre e que nós reinaremos juntamente com Ele!

Muitas pessoas citam as palavras de Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida e ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6). Mas, será que nós realmente entendemos que o Caminho é uma Pessoa, a Verdade é uma Pessoa e a Vida é uma Pessoa?

Jesus!

Esta é a razão pela qual nós não chamamos as pessoas para que nos conheçam: nós as chamamos para que elas conheçam a Jesus.

Nós não anunciamos a nós mesmos, mas a Jesus. Nós não somos a solução: Jesus é. Uma oração não é a resposta: Jesus é. Uma reunião não é a salvação: Jesus é.

Não uma ideia, não uma visão, não um movimento, não uma instituição, não uma organização, não um grupo, não um “mover”; mas, apenas, uma Pessoa: Jesus!

Hoje eu quero convidar você a conhecer esta boa notícia pela fé.

Ele disse que aquele que vai a Ele, de maneira nenhuma Ele o lançará fora.

A boa notícia é Jesus.

Pense sobre isto

Paulo Cardoso

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Escolhidos

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Antes que houvesse terra, mar, sol, lua ou estrelas, Deus nos escolheu em Seu Filho, Jesus Cristo.

Isto é muito mais do que ser escolhido desde o útero de sua mãe: é ser escolhido antes da criação do mundo!

Daí que eu realmente não preciso viver lutando para ser escolhido por quem quer que seja, porque eu já fui escolhido por Aquele que me fez.

Eu não preciso viver tentando provar o meu valor para Deus, para os outros e nem para mim mesmo, porque Deus já me escolheu.

Eu sei que nós nem mesmo pensamos sobre isto, mas esta é a verdade que o Evangelho nos ensina. O próprio Jesus disse: “não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós”.

Agora, a Bíblia vai além, porque ela nos ensina que Deus nos escolheu com a finalidade de “sermos santos e irrepreensíveis diante dele”.

E o que quer dizer ser santo e irrepreensível? Em poucas palavras, é ser como Jesus! Andar como Ele andou; amar como Ele amou; agir como Ele agiu; fazer a vontade do Pai Celestial como Ele fez, ser misericordioso, justo, humilde, piedoso, bondoso, compassivo, solidário, generoso, verdadeiro e puro de coração como Ele foi e é.

Mas, como nós, gente tão imperfeita, quebrada, contraditória, doente e falha, podemos ser como Jesus?

É aí que lendo as páginas do Novo Testamento, eu encontro expressões como: “para que Cristo habite pela fé em vossos corações”, ou, “não mais vivo eu, mas Cristo vive em mim”, e, “Cristo em vós, a esperança da glória”, ou, ainda, “posso todas as coisas naquele (em Cristo) que me fortalece” e eu aprendo que a minha única chance de ser como Jesus, é se Ele mesmo viver a Sua vida em mim.

Ele é a Videira e eu sou apenas um ramo dela. Sem Ele, eu nada posso fazer.

Então, não sou eu, na minha força, tentando ser como Jesus; mas é Ele, habitando em meu coração e vivendo a Sua vida em mim. O Evangelho fala de Cristo em nós.

O que eu faço é cooperar com a graça dele que opera dentro de mim e permanecer nele, deixando Suas palavras permanecerem em mim e me relacionando com Ele, um dia após o outro, na confiança de que Ele mesmo é capaz de fazer em mim aquilo que prometeu.

João escreveu em sua carta: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a Ele. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele; porque assim como Ele é o veremos. E todo aquele que nele tem esta esperança, purifica-se a si mesmo, como também Ele é puro”.

Pense que não fomos nós que amamos a Deus; mas foi Ele que nos amou! E tudo que Ele fez e faz por e em nós é porque nos ama e porque Cristo deu a Sua vida na cruz em nosso lugar. Este é o Evangelho.

Nós somos filhos de Deus por meio de Jesus Cristo, como está escrito no Evangelho de João: “porque a todos que o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no Seu nome”.

Daí que se você se sente rejeitado, sem valor, desprezada e esquecida, não se esqueça de que nós fomos escolhidos pelo nosso Criador, em Jesus Cristo, antes da própria fundação do mundo para sermos dele e como Ele.

Antes de qualquer estrela brilhar nos céus, Deus, o Autor da Vida, nos amou e incluiu em Seu plano. Nós pertencemos a Ele.

Ele escolheu você. Você já o recebeu e confiou sua vida a Cristo?

Pense nisto.

Paulo Cardoso

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